O melhor que podemos fazer!

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Porque este perfume poderia ser vendido por mais de trezentos denários e dar-se aos pobres. E murmuravam contra ela. Mas Jesus disse: Deixai-a; por que a molestais? Ela praticou boa ação para comigo. Porque os pobres, sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem, mas a mim nem sempre me tendes. Ela fez o que pôde: antecipou-se a ungir-me para a sepultura. Em verdade vos digo: onde for pregado em todo o mundo o evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.”.

Indignaram-se alguns entre si e diziam: Para que este desperdício de bálsamo?

A vida é feita de oportunidades. A cada dia temos pelo menos uma chance de fazermos algo que valha a pena. Algo que agrade a Deus e ao nosso próximo. Mas, o que realmente podemos fazer? Quando nossos atos entram para a eternidade??? 

Antes de refletirmos sobre o texto, vamos olhar o contexto histórico dessa passagem: Jesus estava em Betânia, a cerca de 4 km de Jerusalém. Era sábado, um dia antes de sua entrada triunfal em Jerusalém. Ele era o convidado de honra de Simão (Pedro), o leproso. Simão oferecia um jantar em homenagem à Lazaro, aquele que Cristo havia ressuscitado. Também estavam presentes Marta, Maria e os discípulos de Jesus. Em seguida entra em cena Maria, irmã de Marta e Lázaro. Lucas, o evangelista, nos conta no capítulo 10.38-42 que ao receberem Jesus em sua casa, Marta ficou trabalhando e Maria sentou-se aos pés do Senhor, aprendendo o que Ele ensinava.

Agora, na casa de Simão, o leproso, Maria teve uma atitude surpreendente: pegou um frasco de alabastro contendo um perfume caríssimo e ungiu a cabeça e os pés de Jesus. Esse perfume servia para ungir pessoas famosas da época e na preparação do corpo dos reis e monarcas para o sepultamento. Seu ato pareceu um gesto de loucura e por isso ela foi repreendida severamente pelos discípulos. A fé cristã consiste em servir a Cristo e não ser servido por Ele, como pregam hoje em dia. No versículo 8, Jesus afirma que Maria fez tudo o que estava ao seu alcance para agradá-lo, preparando assim o seu corpo para o sepultamento que se aproximava. Ela demonstrou todo o seu amor pelo mestre ao derramar um perfume tão precioso sobre ele.

O que realmente podemos fazer de melhor para Cristo? Será que fazer o melhor para Jesus é cantar, pregar, chorar, jejuar, dar comida para os pobres, ou outras “boas obras”? Quem é o personagem central do texto, Maria ou Jesus? Fazer o melhor é entregar-se totalmente a Cristo e deixar que Ele faça algo por nós. Entregamos nossos pecados, alegrias, tristezas, medos, finanças, dificuldades, ofensas, ansiedades e tudo mais, sem reservas. Cristo ainda nos convida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve.” (Mateus 11:28-30).

No versículo 9, Cristo disse que aonde o evangelho fosse pregado esse ato de Maria seria lembrado. O que é o evangelho? “O evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16). O evangelho é o que Deus fez por nós e não o que nós fazemos para Ele. O evangelho nos traz a vida eterna. Por isso, quando agradamos a Deus, essa obra fica eternizada, como um herói da fé. À primeira vista, esse texto nos mostra o que Maria fez por Jesus, mas na verdade, ele nos relata o que Jesus fez por ela: eternizando a sua atitude para todas as gerações. Ao ser anunciado o evangelho, parece que o homem está fazendo algo para Deus ao aceitar Cristo como Salvador. Mas, é justamente o contrário. Ao aceitar o evangelho, o homem está sendo perdoado, regenerado, justificado, recebendo a vida eterna e tornando-se habitação do Espírito Santo, a fim de que esse homem seja “transformado à imagem de Cristo”.

Por fim, lembremo-nos de que ao ungir Jesus com aquele perfume, quem ficou realmente perfumada foi a própria Maria. Ao nos entregarmos plenamente a Cristo, somos abençoados com o perfume de Cristo. “Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem” (II Cor 2.15).


 

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