Perseguido por causa da justiça

posted in: Justificação & Graça | 0
Compartilhe...Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedInPin on PinterestEmail this to someonePrint this page

Pela história, os seguidores de Cristo sempre sofreram algum tipo de perseguição, em menor ou em maior grau. No entanto, atualmente muitos ignoram esse fato. Pregam um cristianismo barato. Defendem que a prosperidade aqui na terra é o mais importante. Alegam ser o pecado algo relativo. Parecem mais com o mundo do que com Cristo… Talvez por causa disso, muitos acreditam que perseguição seria coisa do passado.

 

Pelo contexto de Mateus 5:10, percebe-se que através das bem-aventuranças Jesus passa ânimo e esperança para os seus seguidores, e depois revela quem seriam seus verdadeiros discípulos. Disse Ele… “Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” [1]. Cristo deixou claro que todos que proclamaram as verdades do Reino de Deus foram perseguidos. Com os seus seguidores não seria diferente. Essa verdade também se aplica hoje para todos que fazem parte da Igreja do Senhor Jesus Cristo.

 

Em seguida O Salvador ensina, através de uma comparação, o motivo da perseguição. Disse Jesus: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens” [2]. O sal só é que é por causa do sabor. Da mesma forma, só é seguidor de Cristo quem vive sua Palavra e sofre as consequências disso. O apóstolo Paulo, também, ensinou a Timóteo sobre esse princípio. Disse ele: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” [3]. Entende-se aqui, que viver piedosamente é viver de acordo com as exigências de Deus, ou seja, segundo a sua Santa Palavra [11] .

 

Até o versículo 16 do evangelho de Mateus, O Salvador continua dando outros exemplos nesse sentido: Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” [4].

 

Não existe discípulo, se antes não houver mudança de vida oriunda do novo nascimento. Sem essa transformação, não há testemunho de salvação por isso é impossível ser luz diante dos homens… Não se pode sofrer por Cristo sem prega-lo através de palavras e do testemunho de vida. Mas, para aqueles que pertencem a Igreja do Senhor Jesus, além das lutas, também existem grandes promessas: “Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso” [5]. Como vivia Jó? Dizem as escrituras: “…era homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal” [6].

 

Diante disso, pode-se compreender porque a perseguição é uma marca da Igreja de Cristo. Quando uma pessoa crê em Cristo, está é justificada pela fé nas obras realizadas por Jesus! Ela nasce de novo, não pela vontade do homem e sim pela vontade de Deus. A partir desse momento a justiça de Cristo é transferida definitivamente para ela, e a condenação por todos os pecados (passados, presente e futuros) desta para Cristo.

 

É um tato exclusivamente divino. Deus declara justo o salvo, por causa da justiça do seu Filho que é imputada em todo aquele que crê Nele e se arrepende dos seus pecados. O pecador passa em definitivo de um estado de “condenado” para “justificado ou justo”. Ele é absorvido da condenação eterna de uma vez por todas!! A mesma coisa aconteceu no AT, quando Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça [10]. 

 

Se há justificação, então também existe regeneração e santificação progressiva na vida do salvo, obrigatoriamente ocorrerá mudança de vida! Ele começa agir diferente dos que não conhecem a Jesus – devendo ser íntegro, reto, temente a Deus e desvia-se do mal assim como Jó. Inicia-se a luta contra o pecado diariamente por amor a Deus. Mesmo que a mudança seja gradual e incompleta aqui neste mundo, é impossível não notá-la. Ela incomoda os carnais, pois eles não conhecem a Deus. Não podem aceitar um viver segundo a Palavra de Deus e nem uma fé que faça a diferença em meio a uma sociedade caída…

 

Cristo ao dizer “as raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” [8] alertou que seguir ao Filho de Deus não seria algo fácil e confortável. As raposas e as aves estariam em melhores condições do que Cristo. Quem segue a Jesus também passaria por situações semelhantes. A pregação da justiça do Reino de Deus sempre encontrará fortes resistências.

 

 

Através da Palavra pode-se então ter certeza que perseguição não é coisa do passado. Ainda existe. Em alguns lugares ela é mais intensa e violenta, porém em outros ela pode ser pouco notada e sutil. O fato é que ela sempre existirá, por isso disse Jesus: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa” [7]. Ela é uma marca da verdadeira Igreja do Senhor.

 

Dessa forma, um verdadeiro salvo deve mortificar seus pecados diariamente – subjugando seu corpo, e reduzindo-o à servidão, para que, pregando aos outros, não venha de alguma maneira ficar reprovado [9]. Ao fazer isso, com certeza ele será perseguido. Mas, há esperança. Jesus venceu o mundo e estará com sua Igreja até o fim!!

 

Lembre-se, o reino dos céus está garantido para aqueles que creem, seguem a Jesus Cristo e sofrem por Ele!!! Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”.

 

Glória a Deus!!!!

 

 

Bibliografia de apoio

[1] Mateus 5:12;

[2] Mateus 5:13;

[3] 2 Timóteo 3:12;

[4] Mateus 5:14-16;

[5] Tiago 5:11;

[6] Jó 1:1;

[7] Mateus 5:11;

[8] Lucas 9:58;

[9] 1 Coríntios 9:27;

[10] Romanos 4:3;

[11] DOUGLAS, J.D. O Novo Dicionário da Bíblia. 2006. Ed. Vida Nova.

Related Post

Comentários