18 – A Certeza da Graça e da Salvação

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1. Os seguidores professos, e outras pessoas não-regeneradas, em vão podem enganar a si mesmos com falsas esperanças e presunções carnais, supondo gozar do favor de Deus e estar em um estado de salvação, pois essa esperança deles perecerá. 1

Porém, os que realmente crêem no Senhor Jesus, e o amam sinceramente, procurando andar perante Ele em toda boa consciência, esses podem estar certos de que estão em um estado de graça nesta vida, e podem regozijar-se na esperança da glória de Deus, 2 de cuja esperança jamais se envergonharão. 3

[1] Jó 8.13,14: São assim as veredas de todos quantos se esquecem de Deus; e a esperança do ímpio perecerá. A sua firmeza será frustrada, e a sua confiança é teia de aranha.

Mt 7.22,23: Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim , os que praticais a iniquidade.

[2] 1 Jo.2.3: Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos.

1 Jo 3.14,18,19,21,24: Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade. E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante ele, tranqüilizaremos o nosso coração. Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus; E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus nele. E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espirito que nos deu.

1 Jo 5.13: Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.

[3] Rm 5.2,5: … por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso corações pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.

2. Esta certeza não é uma mera persuasão teórica e presumível, baseada em uma esperança que pode falhar. Ela é uma certeza infalível de fé, 4 alicerçada no sangue e na retidão de Cristo revelados no evangelho, 5 bem como na evidência interior de certas graças do Espírito Santo, as quais recebem promessas de Deus. 6 Baseia-se, igualmente, no testemunho do Espírito de adoção, que testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. 7 E esta certeza nos guarda, mantendo o nosso coração humilde e santo. 8

[4] Hb 6.11,19: Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando até ao fim a mesma diligência para a plena certeza da esperança; (…) a qual temos por âncora da alma, segura e firme, e que penetra além do véu, …

[5] Hb 6.17,18: Por isso Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento, para que, mediante duas cousas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta;

[6] 2 Pe 1.4,5,10,11: … pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos das corrupções das paixões que há no mundo, por isso mesmo, vós, reunindo toda vossa diligência, associai com vossa fé a virtude; com a virtude o conhecimento; Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição; porquanto, procedendo assim, não tropeçareis em tempo algum. Pois dessa maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

[7] Rm 8.15,16: Porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

[8] 1 Jo 3.1-3: Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, ao ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro.

3. Esta certeza infalível de salvação não é uma parte essencial da fé cristã, pois um crente pode esperar muito tempo, e lutar contra muitas dificuldades, antes de alcançá-la. 9

Contudo, não é necessária uma revelação especial para que o crente possa ter essa certeza. Sendo habilitado pelo Espírito Santo a conhecer as coisas que lhe são dadas gratuitamente, por Deus, o crente pode obtê-la através do uso correto dos meios apontados por Deus. 10

Portanto, todo cristão tem o dever de procurar confirmar a sua vocação e eleição, com toda diligência, para que seu coração possa dilatar-se, em paz e alegria no Espírito Santo, em amor e gratidão a Deus, em vigor e ânimo para os deveres de obediência. Tais são os frutos naturais dessa certeza, 11 a qual está longe de inclinar os homens para o relaxamento. 12

[9] Is 50.10: Quem há entre vós que tema ao Senhor, e ouça a voz do seu Servo que andou em trevas sem nenhuma luz, e ainda assim confiou em o nome do Senhor e se firmou sobre o seu Deus?

Sl 88: Ó Senhor, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti. Chegue à tua presença a minha oração, inclina os teus ouvidos ao meu clamor. Pois a minha alma está farta de males e a minha vida já se abeira da morte. Sou contado com os que baixam à cova: sou como um homem sem força, atirado entre os mortos; como os feridos de morte que jazem na sepultura, dos quais já não te lembras: são desamparados de tuas mãos. Puseste-me na mais profunda cova, nos lugares tenebrosos, nos abismos. Sobre mim pesa a tua ira; tu me abates com todas as tuas ondas. Apartaste de mim os meus conhecidos, e me fizeste objeto de abominação para com eles; estou preso e não vejo como sair. Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia venho clamando a ti, Senhor, e te levanto as minhas mãos. Mostrarás, tu, prodígios aos mortos, ou os finados se levantarão para te louvar? Será referida a tua bondade na sepultura? a tua fidelidade nos abismos? Acaso nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? e a tua justiça na terra do esquecimento? Mas eu, Senhor, clamo a ti por socorro, e antemanhã já se antecipa diante de ti a minha oração. Por que rejeitas, Senhor, a minha alma? e ocultas de mim o teu rosto? Ando aflito e prestes a expirar desde moço; sob o peso dos teus terrores estou desorientado. Por sobre mim passaram as tuas iras, os teus terrores deram cabo de mim. Eles me rodeiam como água, de contínuo; a um tempo me circundam. Para longe de mim afastaste amigo e companheiro: os meus conhecidos são trevas.

Sl 77.1-12: Elevo a Deus a minha voz, e clamo, elevo a Deus a minha voz, para que me atenda. No dia da minha angústia procuro o Senhor; erguem-se as minhas mãos durante a noite, e não se cansam; a minha alma recusa consolar-se. Lembro-me de Deus e passo a gemer; medito, e me desfalece o espírito. Não me deixas pregar os olhos: tão perturbado estou, que nem posso falar. Penso nos dias de outrora, trago à lembrança os anos de passados tempos. De noite indago o meu íntimo, e o meu espírito perscruta. Rejeita o Senhor para sempre? Acaso não torna a ser propício? Cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações? Esqueceu-se Deus de ser benigno? ou, na sua ira, terá ele reprimido as suas misericórdias? Então disse eu: Isto é a minha aflição: mudou-se a destra do Altíssimo. Recordo os feitos do Senhor, pois me lembro das tuas maravilhas da antigüidade. Considero também nas tuas obras todas, e cogito dos teus prodígios.

[10] 1 Jo 4.13: Nisto reconhecemos que permanecemos nele, e ele em nós, em que nos deu do seu Espírito.

Hb 6.11,12: Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando até o fim a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas.

[11] Rm 5.1,2,5: Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso corações pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.

Rm 14.17: Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

Sl 119.32: Percorrerei o caminho dos teus mandamentos, quando me alegrares o coração.

[12] Rm 6.1,2: Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum. Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?

Tt 2.11,12,14: Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, regeneradas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente, (…) o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade, e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.

4. Os crentes verdadeiros podem ter a sua certeza de salvação abalada, diminuída ou interrompida, de diversas maneiras: por negligência na preservação dessa certeza; por caírem em algum pecado específico, que fere a consciência e entristece o Espírito; 13 por uma tentação súbita ou veemente; 14 por Deus retirar de sobre eles a luz da sua presença, permitindo que mesmo os que O temem caminhem em trevas, que não tenham luz. 15 Contudo, eles jamais ficam destituídos da divina semente 16 e da vida de fé, 17 do amor de Cristo e dos irmãos, da sinceridade de coração e da consciência do dever. É a partir dessas graças, por obra do Espírito, que a certeza da salvação pode ser revificada, no devido tempo; 18 e, mediante elas, os crentes são preservados de um total desespero. 19

[13] Sl 51.8,12,14: Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que exultem os ossos que esmagaste. Restitui-me a alegria da tua salvação, e sustenta-me com um espírito voluntário. Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua exaltará a tua justiça.

[14] Sl.116.11: Eu disse na minha perturbação: Todo homem é mentiroso.

Sl 77.7,8: Rejeita o Senhor para sempre? Acaso não torna a ser propício? Cessou perpetuamente a sua graça? Caducou a sua promessa para todas as gerações?

Sl 31.22: Eu disse na minha pressa: Estou excluído da tua presença. Não obstante, ouviste a minha súplice voz, quando clamei por teu socorro.

[15] Sl 30.7: Tu, Senhor, por teu favor fizeste permanecer forte a minha montanha; apenas voltaste o rosto, fiquei logo conturbado.

[16] 1 Jo.3.9: Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.

[17] Lc.22.32: Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos.

[18] Sl 42.5,11: Porque estás abatida, ó minha alma? por que te perturbas dentro em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu. Porque estás abatida, ó minha alma? por que te perturbas dentro em mim? espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.

[19] Lm 3.26-31: Bom é aguardar a salvação do Senhor, e isso em silêncio. Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade. Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus o pôs sobre ele; ponha a tua boca no pó; talvez ainda haja esperança. Dê a face ao que fere; farte-se de afronta. O Senhor não rejeitará para sempre;

Fonte: Fé para Hoje – Editora Fiel

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