A batalha de Spurgeon contra a depressão

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Você vê a glória de Deus no sol? A batalha de Spurgeon contra a depressão

Tudo começou quando ele tinha 24 anos de idade. Era o ano de 1858, e Charles Spurgeon mais tarde recordou, “meu ânimo estava tão abatido, que eu poderia chorar durante toda uma hora, como uma criança, e ainda assim não saberia por que chorava”.

Spurgeon batalhou contra uma “depressão sem causa” toda sua vida. Essa “falta de esperança sem forma, indefinida, que a tudo obscurece”, ele escreve, “não pode ser entendida”. Lutar contra esse tipo de depressão, ele disse, é tão difícil quanto lutar contra a névoa.

Mas Spurgeon batalhou contra ela — com a fé.

De coração, envergonho-me de ter caído nisso [em desânimo], mas estou certo de que não há remédio contra ele como uma santa fé em Deus.

O papel da fé era depender em Deus para agir:

O ferrolho, que tão misteriosamente tranca a porta da esperança e mantém nosso espírito em melancólica prisão, precisa de uma mão celestial para abri-lo.

Em sua famosa palestra para seus estudantes, “Os Desânimos do Ministro”, Spurgeon recomendou a glória de Deus na criação como um remédio para a depressão:

Que o homem seja naturalmente tão alegre quanto um pássaro, ou ele não será capaz de suportar ano após ano contra tal processo suicida; ele fará de seu estudo sua prisão, e de seus livros os guardas de uma cadeia, enquanto a natureza do lado de fora de sua janela o chama à saúde e o convida à alegria.

Aquele que esquece o zunido das abelhas em meio à urze, o arrulho do pombo-torcaz, a canção dos pássaros no bosque, o borbulhar dos rios em meio aos juncos e o suspirar dos ventos em meio aos pinhos, não precisa se questionar se seu coração já não canta, nem se sua alma se sente carregada.

Um dia respirando o ar fresco sobre os montes, ou algumas horas divagando na floresta de faia, sombreada e calma, varrerá as teias da mente de dezenas de nossos ministros em serviço que estão agora deprimidos.

Um bocado de ar marítimo, ou uma firme caminhada com o vento contra o rosto não trará graça à alma, mas fornecerá oxigênio para o corpo, que é a segunda melhor coisa que se poderia obter.

O coração sobrecarregado está no ar pesado,
Mas o vento que se levanta dispersará o desespero.

As samambaias e os coelhos, os rios e as trutas, os abetos e os esquilos, as prímulas e as violetas, os campos agrícolas, o feno recém-recolhido, e os perfumados lúpulos — esses são os melhores remédios para hipocondríacos, os tônicos mais certos para os declinantes, os melhores refrescos para o cansado.

Por falta de oportunidade ou de desejo, esses grandes remédios são negligenciados, e o estudante se torna uma vítima autoimolada.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

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