Honre teu Pai e tua Mãe (Parte 3) – Reconhecimento que transforma

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Chegamos a última parte dessa série. Incrível como o tempo voou! Não demora muito e as festas do fim de ano invadirão nosso dia a dia. Por falar em festa, quem não gosta de receber presente? Talvez alguns não, mas dificilmente encontraremos alguém que não goste ser reconhecido. Muitas vezes, vidas são marcadas pela gratidão! Não é diferente com os pais, o reconhecimento dos filhos, com certeza, não tem preço!


Observe o texto a seguir: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos? perguntou ele. E, estendendo a mão para os discípulos, disse: Aqui estão minha mãe e meus irmãos! Pois quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. (Mt 12.48-50).  Jesus nos ensina aqui que o 5º Mandamento, além de incluir obediência e respeito, também envolve algo que tem sido esquecido: o reconhecimento.  Portanto, também pode ser lido assim: “Reconheça teu pai e tua mãe”.

Diferente do que alguns pensam, ele não estava desprezando sua casa, mas marcando-a na história. Reconheceu a importância da sua família terrena e com isso mostrou o quanto devemos também valorizar a celestial. Assim como a obediência a Deus pai é importante, os filhos devem obedecer seus pais terrenos. Essa seria uma das bases para reconhecer pai e mãe de outras formas também.

Vejamos algumas formas de reconhecimento:

a) Marcar a vida deles com o amor que vem de Deus. Todos que conheceram Jesus, descobriram que Deus passa a vê-los de forma diferente. Pois, “assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5.17). Em Cristo somos declarados justos, ou seja, somos considerados como pessoas sem pecado como Jesus, embora nós ainda sejamos pecadores. Em amor, Deus nos constrange a vivermos em santidade de vida como Cristo andou neste mundo. Devemos agir da mesma forma com nossos pais. Precisamos considerá-los “justos”, ou seja, dignos de receberem nosso perdão! Portanto, não deixemos o passado determinar nosso tipo de sentimento por eles. Busquemos perdoá-los como o Deus Pai nos perdoou em Cristo! Precisamos cuidar deles, amá-los, tratá-los bem, dar presentes, carinho, atenção…

b) Não desprezá-los por causa da velhice. Como está escrito, “se uma viúva tem filhos ou netos, que estes aprendam primeiramente a colocar a sua religião em prática, cuidando de sua própria família e retribuindo o bem recebido de seus pais e avós, pois isso agrada a Deus” (1 Tm 5.4). Deixá-los no asilo por não poder cuidar deles é uma coisa. Mas, usar o asilo como uma forma de se livrar deles, é completamente diferente. É pecado, é desonrar pai e mãe. Assim como Deus nos amou incondicionalmente na cruz, precisamos amar nossos pais. A ausência ou a falta de demonstração de carinho deles não justifica nossa falta de amor. Deus não nos rejeitou, mesmo sendo pecadores… Portanto, evitemos nutrir o sentimento de nos livrar deles.

c) Respeitar seus limites. Outro ponto importante a ser lembrado é a idade avançada. Talvez eles não tenham mais o vigor e a velocidade de antes, então é necessário ter paciência também. Muitos possuem o péssimo hábito de tratar pai e mãe como  empregados, além de reclamar que são lentos. Exigem que ajudem com os netos, casa, etc… Portanto, sejamos pacientes e gratos, tratando bem, acima de tudo dando amor e respeito. Um dia também envelheceremos. É questão de tempo. “Assim, em tudo, façam aos outros o que vocês querem que eles lhes façam” (Mt 7.12) Quem experimentou o amor de Jesus não pode deixar de amar os próprios pais. Não pode continuar considerando-os como inimigos e nem pode tratá-los  com desprezo, mas precisa vê-los como amigos. Disse Jesus: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15.12,13)

d) Compartilhar também é reconhecer. Nossos pais esforçaram-se muito por nós… mesmo aqueles que são considerados péssimos pela sociedade, preocuparam-se nove meses com seus filhos…  Com certeza eles não vão exigir que paguemos por isso, mas amar é retribuir. É muito bom ajudá-los, principalmente, quando ainda moramos com eles. Dividir as despesas de casa valoriza o esforço, além de mostrar o quanto nos importamos. Quando eles passam por aperto, também merecem nosso apoio e ajuda.

As escrituras sabiamente dizem: “o pai do justo exultará de júbilo; Quem tem filho sábio nele se alegra” (Pv 23.24b). Viver segundo a justiça de Deus, é praticar os padrões estabelecidos por Ele. Isso inclui o relacionamento com nossos pais. Precisamos amá-los e perdoá-los. Fazer isso, alegra o coração dos nossos pais. Eles acham nos filhos, o refrigério em meio aos desgostos da vida.

Durante essa série buscamos abordar os principais pontos do 5º Mandamento, onde nos concentramos em 3 principais características: Obediência, Respeito e Reconhecimento. Deus sabe que não somos perfeitos, mas se alegra quando lutamos para amar nossos pais assim como ele nos amou na cruz! Portanto, amemos e perdoemos nossos pais com todo nosso coração! Busquemos em Jesus força e exemplo para isso. Que possamos falar com satisfação, “Eu me esforcei e fiz o possível para honrar meu pai e minha mãe”. Amém!!!

Em Cristo e com amor,
Paulo Corrêa

Notas

REIFLER, Hans Ulrich. A ética dos dez Mandamentos. 1a. Ed. São Paulo: Vida Nova, 1992. Pg 97-98.

Douglas Bond

http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/832/Honra_Teu_Pai_e_Tua_Mae

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