O que significa o Dia da Reforma?

O que significa o Dia da Reforma?

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Um único evento em um único dia mudou o mundo. Era 31 de outubro de 1517. O irmão Martinho, um monge e professor, havia lutado durante anos com sua igreja, a igreja de Roma. Ele ficara muito perturbado ao contemplar uma venda de indulgências sem precedentes. A história tem todas as personagens e elementos de um grande filme de Hollywood. Vamos conhecer o elenco.

(mais…)

Somos radicalmente depravados…

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Todas as religiões e filosofias do mundo, com exceção do Cristianismo, defendem e propagam a ideia de que o homem é bom e pode buscar a perfeição espiritual através de seus próprios esforços. No entanto, a Palavra de Deus nos diz o contrário. Nossa Depravação Total/Radical é real, pois todos nós nascemos completamente e radicalmente separados de Deus, e por isso não podemos fazer nada de bom espiritualmente. Além disso amamos tanto o pecado a ponto de não querermos reconhecer que o mesmo existe. Aceitá-lo, significa assumir a culpa pelos nossos pecados e admitir que o Deus santo e o sacrifício de seu Filho na cruz são reais. “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23). Quando Adão – o primeiro ser humano – desobedeceu a Deus, o pecado entrou no mundo e desde então todos nascemos pecadores, inclinados naturalmente contra o Todo-Poderoso. Da mesma forma que Adão fugiu de Deus quando pecou, sua descendência continua fazendo a mesma coisa hoje.

Nascemos sob a escravidão total do pecado, com a incapacidade de querer, ouvir, obedecer e conhecer a Deus. Atente para este comentário: “nesta manhã, para onde foram todas as estrelas? Algum gigante cósmico veio com uma cesta, pegou-as, colocou-as na cesta e levou-as para algum outro lugar? Para onde foram todas as estrelas nesta manhã? Elas estavam no mesmo lugar, mas não podíamos vê-las. No entanto, à medida que o céu ficou cada vez mais escuro e se tornou negro como piche, as estrelas apareceram na plenitude de sua glória. Quando nos recusamos a ensinar sobre a depravação total do homem, é impossível que glorifiquemos a Deus, a Cristo e a cruz – porque a cruz de Jesus Cristo e sua glória são mais exaltadas quando colocadas diante do pano de fundo de nossa depravação” [2].

 

Quais as consequências dessa natureza tão desprezível?

 

Certa vez o Senhor Jesus Cristo disse a Nicodemos: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (João 3.3). A palavra ‘ver’ no grego significa ‘conhecer ou familiarizar-se com’ [3]. De forma bem simples e direta, todos nós nascemos “espiritualmente cegos”, não conhecemos a Deus. “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2.14). O evangelho está encoberto para os que estão perecendo. (2 Coríntios 4.3). Portanto, ninguém pode conhecer as coisas de Deus se não nascer de novo.

Também nascemos fora do reino de Deus. Jesus declarou: “Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito”. Estamos do lado de fora. Não conhecemos e nem pertencemos ao Reino Dele. Só existe uma única forma de entrarmos… É através de Cristo. Pois Ele é o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai, a não ser por Jesus. Há mais de 2000 anos, Ele veio ao mundo como ser humano, habitou entre nós e operou vários milagres, mesmo assim não o reconheceram como Deus (Romanos 1.20-23) por isso não puderam entrar. Gostamos tanto de pecar que não fazemos questão de entrar no Reino de Deus. Há mais de 2000 anos, Ele veio ao mundo como ser humano, habitou entre nós e operou vários milagres, mesmo assim não foi reconhecido como Deus (Romanos 1.20-23). Aqueles que o rejeitaram não puderam entrar no Reino. Quanto a nós, gostamos tanto de pecar que também não fazemos questão de entrar no Reino de Deus.

Jesus afirmou que: “Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim. Se eu não tivesse realizado no meio deles obras que ninguém mais fez, eles não seriam culpados de pecado. Mas agora eles as viram e odiaram a mim e a meu Pai. Mas isto aconteceu para se cumprir o que está escrito na Lei deles: Odiaram-me sem razão “ (João 15.18; 24-25). A Palavra de Deus mostra nossos pecados e nos conduz a vivermos contra eles. O ser humano não quer aceitar isso, ama mais seus pecados e o mundo do que a Deus. Nessas condições, o homem é inimigo de Deus, não existe meio termo. Dizem as Escrituras sagradas: “Não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus” (Tiago 4:4).

Além disso, nosso nascimento natural não nos torna filhos de Deus. Dizem as Escrituras sagradas: “o que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito” (João 3.5). Chegamos a esse mundo obscurecidos no entendimento e separados de Deus, com o nosso coração endurecido (João 3.6). Em outras palavras, desejamos o pecado de tal forma a não nos importarmos com Deus. Loucos chegam a crer que Deus não existe, outros acham que Ele é invenção humana… Enquanto não nascermos de novo, continuaremos escravos e cativos à vontade de satanás e debaixo da ira de Deus (João 8.42-44; João 3.36). Segundo Washer, “há tamanha semelhança entre o homem caído e Satanás que, antes da conversão, todos os homens não são apenas seus súditos, mas também seus filhos” [5].

“Não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3.10-12). Só uma palavra poderia completar esse quadro desesperador: morte. Espiritualmente nascemos mortos em nossos pecados (Efésios 2.1). Nessa situação, não podemos nem sair do lugar. Somos objetos da ira de Deus (Efésios 2.3).

 

Há esperança!!

 

Por isso, Cristo é a única esperança que temos: “Eu lhes afirmo que está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e aqueles que a ouvirem, viverão” (Efésios 4.18). Somente através Dele podemos mudar de vida. Deixaremos a cegueira, a loucura, a rebeldia e a escravidão dos pecados; entraremos no reino de Deus, creremos em Jesus, viveremos por Ele e morreremos por Ele…

Concluímos a partir desse ensino que sem a Graça Salvadora de Deus para nos dar vida e nos tirar da morte espiritual, nunca poderíamos fazer isso por conta própria (João 1.12-13). O Pai vence nossa rebelião e nos atrai a Cristo, por isso Jesus disse: ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia”. (João 6.44). Sabemos agora que nossa busca pelo Divino só começa depois da ação do Espírito de Deus em nossa vida. Pois é Deus quem efetua em nós tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele (Filipenses 2.13).

Em segundo lugar, nossa incapacidade de querer, de obedecer, de ouvir e de conhecer a Deus revelam nossa rebeldia diabólica. No entanto, depois de convertidos, toda a nossa vida e o que nos cerca não são mais da mesma forma, TUDO se fez NOVO! Não somos mais escravos do pecado e do diabo!!! Somos agora filhos de Deus!! Buscamos a submissão da Palavra, mesmo que sejamos prejudicados tanto financeiramente quanto fisicamente. Amamos a Deus, fugimos e lutamos contra o pecado investindo nas coisas divinas (santificação, amor a Deus e ao próximo, submissão a Palavra, etc..). Somente o salvo em Cristo Jesus vive dessa forma; o resultado da nossa salvação é a Vida Eterna!!! (Gálatas 6.7-8)

somos depravacao 2

Jesus certa vez disse: “Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinquenta. Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a dívida a ambos. Qual deles o amará mais? ” Simão respondeu: “Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior”. “Você julgou bem”, disse Jesus (Lucas 7:41-43).

Quando conhecemos nossa natureza e o tamanho da nossa dívida, compreendemos que não há esperança longe da soberana e imerecida salvação de Jesus Cristo! Isso nos leva a clamarmos a Deus por misericórdia. Somos conduzidos ao arrependimento de pecados e a amá-lo com todas as nossas forças!!!! “Onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Romanos 5:20).

 

 

 

 

Notas


[1] – LAWSON, Steven J. Fundamentos da Graça. Editora FIEL, 2012. Pág. 487.
[2] – WASHER, PAUL. 10 Acusações Conta a Igreja Moderna. Editora FIEL, 2012. Pág. 31-32.
[3] – PINK, A.W.Pink. Exposition of the Gospel John, 108-109.
[4] – SPROUL, R. C. Eleitos de Deus. Editora Cultura Cristã, 2002. Pág. 55
[5] – WASHER, PAUL. http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/08/paul-washer-escravidao-a-satanas-a-verdade-sobre-o-homem-610/#ixzz2Ak9pHzBl

 

A nossa perseverança

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Partindo do pressuposto acima, vamos analisar uma das doutrinas fundamentais da reforma, que compõe o acróstico TULIP, chamada Perseverance of Saints, em português, Perseverança dos Santos.

Quando olhamos para a história do Cristianismo, percebemos que a doutrina da perseverança dos santos foi revelada da forma como a conhecemos no Novo Testamento e amplamente difundida na igreja primitiva.

Nas páginas do Novo Testamento vemos os cristãos sendo duramente perseguidos pelo império romano e por judeus também. Para incentivá-los a permanecerem na sua fé inabalável, os apóstolos escreveram os evangelhos e cartas às principais igrejas existentes na época.

Nos Evangelhos, temos afirmações contundentes de Cristo sobre o tema. João, o apóstolo querido, relata com propriedade algumas dessas passagens. No versículo 16 do capítulo 3, mais conhecido como o texto áureo da Bíblia, Cristo diz que “todo aquele que nele crê tem a vida eterna”. No capítulo 6 Ele garante que “ressuscitará no último dia aqueles que o Pai lhe deu”.

Na festa da Dedicação, Cristo desfaz qualquer dúvida sobre a segurança da salvação: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.” Jo 10.27-28.

Anos mais tarde, o apóstolo Paulo, encorajou as igrejas neo-testamentárias à perseverança enfatizando essa certeza. Aos Romanos ele escreveu que “nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus” e disse que “nada pode nos separar do amor de Deus” . Aos efésios ele disse que “o Espírito Santo é o penhor da nossa herança até ao resgate da sua propriedade”. Aos filipenses ele declara: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” Fp 1.6.

Além de Paulo, outros autores também escreveram sobre a segurança da salvação. Eles conscientizaram os cristãos de seu tempo a perseverarem até o fim. Ensinaram que a perseverança é um fruto do Espírito, portanto o crente que não a possui, não pode considerar-se salvo. Somente os salvos perseveram até o fim. Em outras palavras, o salvo jamais perderá a sua salvação porque jamais desistirá dela. Ele é obsessivo. O alvo dele é Cristo e ele jamais desiste. É o Espírito dentro dele que comanda essa determinação.

Essa doutrina mostra com exatidão a máxima Divina: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.” II Cor 12.9. Quando nos sentimos carentes, debilitados, prontos a pecar, clamamos: Abba Pai! Então o Eterno nos ajuda em nossas fraquezas. O Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. Até mesmo batalhas acontecem nos céus, para que saiamos vencedores e alcancemos o prêmio da nossa soberana vocação.

Outra consequência desta doutrina é o equilíbrio. Ela nos afasta tanto do medo como da displicência.
O medo paralisa o ser humano. Impede as pessoas de pensarem corretamente, colocando-as diante de uma ameaça, na maioria das vezes, inexistente.
Quantos crentes se negaram a prazeres legítimos por medo de perderem sua salvação ou de não subirem no arrebatamento da igreja? Quantas famílias perderam seus membros queridos e tem dúvidas se o encontrarão salvos com Cristo?

Por outro lado, quantos pseudocristãos enganaram a si próprios quando usaram a famosa frase: “uma vez salvos, salvos para sempre”, como desculpa para suas loucuras. Não entenderam que o verdadeiro salvo é aquele que tem prazer na lei de Deus e na comunhão dos santos. Assim como cães andam em matilhas, lobos em alcateias e abelhas em colmeias; assim também os espirituais alegram-se na companhia de outros espirituais, porque a luz dentro deles afasta as trevas ao seu redor.

Louco é aquele que, nomeando-se salvo, passou a vida inteira dizendo à sua alma: “coma, beba e divirta-se”. Inutilizou a graça de Deus em sua vida. Esse jamais foi cristão.
Voltando ao pensamento inicial dessa mensagem, vamos falar um pouquinho de história.

Com a expansão do feudalismo por toda a Europa Medieval, observamos a ascensão de uma das mais importantes e poderosas instituições desse mesmo período: a Igreja Católica. Aproveitando-se da expansão do cristianismo, observada durante o fim do Império Romano, a Igreja Católica alcançou a condição de principal instituição a disseminar e refletir os valores da doutrina cristã.

Ao se tornar a religião oficial do império romano, ela transformou-se em mais um instrumento de opressão do estado. O cristianismo perdeu a essência de sua mensagem (amor) e assim como qualquer religião, a sua principal função foi manipular e controlar a sociedade.

Numa época mais conhecida como “idade das trevas”, a necessidade de dominar o pensamento imperava na corte. Mas, como fazer isso? Se Jesus disse que era a luz do mundo e depois disse o mesmo de sua igreja, como a difusão do cristianismo deixou o mundo na escuridão? Simples: a igreja proibiu a leitura das Escrituras e adulterou a sua mensagem.

Assim, criaram-se dogmas. O que é um dogma? É o ponto fundamental de uma doutrina religiosa, apresentado como certo e indiscutível.
Dentre os diversos dogmas, destacamos a soteriologia (doutrina da salvação). Passou-se a ensinar que a salvação era pelas obras. Criaram o purgatório e a obrigatoriedade das indulgências para se livrar dele.

Dessa forma, era simplesmente impossível para o homem ter certeza da sua salvação.

A reforma lutou contra esse sistema de trevas existente. Trouxe de volta ao mundo a luz dos evangelhos, ensinando que a salvação dependia unicamente da graça de Deus.
Porém, como já dissemos inicialmente, o conhecimento transforma-se ao longo dos tempos. Da reforma até hoje o mundo mudou radicalmente. A teocracia e o absolutismo foram derrubados pelas revoluções sociais como a francesa, a industrial e a americana. O homem passou a ser racional.

Cientistas e pensadores como Charles Darwin, Augusto Comte, Karl Marx, Sigmund Freud, Nietsche, entre outros, reorganizaram o pensamento humano. Essas ideias libertárias dava ao mundo a sensação de que ele tinha sido recém-criado. Tudo era novo.

Os cristãos, principalmente na América, deram as costas para a teologia reformada e preferiram os ensinos do teólogo holandês Jacobus Arminius. Este ensinava que o cristão pode perder a sua salvação.
Novamente, a teologia serviria para controlar o homem, ao invés de levá-lo a refletir sobre Deus. Como a burguesia era quem comandava a América, foi ela quem financiou a evangelização do continente, principalmente dos índios. À burguesia interessava uma teologia que enfatizasse obras. Afinal, como um burguês gostaria de algo de graça?

Esses foram os principais motivos do abandono da teologia reformada pelos cristãos.

Sabemos, porém, que a história é cíclica. Chegou novamente o tempo de “reformarmos” a interpretação bíblica.

Como disse Platão: “Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.”

Convido você para no final dizermos juntos: Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.
Somos mais do que vencedores em Cristo Jesus!!!

Até a próxima!

Deus o abençoe!

 

Notas

 


1. Grudem, Wayne A. Teologia Sistemática Atual e Exaustiva. São Paulo: Editora Vida
Nova, 1999.
2. PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta. Rio de Janeiro, CPAD, 1ª edição 2006.

 

495 anos da Reforma Protestante

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Disse Lutero após ser questionado pela Igreja Católica Romana:

 

A menos que vocês provem para mim pela Escritura e pela razão que eu estou enganado, eu não posso e não me retratarei. Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra a minha consciência não é nem correto nem seguro. Aqui permaneço eu. Não há nada mais que eu possa fazer. Que Deus me ajude. Amém.

O que as igrejas “evangélicas” estão fazendo com a sua história?

Triste é ver crentes comemorando o dia das bruxas ao invés de comemorarem a Reforma…. Onde foi parar a principal doutrina que fundamentou a Reforma? Quantos conhecem a Doutrina da Justificação pela Fé somente? E os Cinco Solas? Oremos a Deus e lutemos pela fé que uma vez foi dada aos santos. 

Em comemoração ao aniversário da Reforma Protestante, iniciamos a publicação de artigos especiais sobre as Doutrinas da Graça depravação total, eleição incondicional, expiação limitada, graça irresistível, e perseverança dos santos – , que também foram esquecidas ou ignoradas por muitos.

 

O que foi a Reforma?

O que foi a Reforma?

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Nos tempos da igreja primitiva, muitos cristãos vinham sofrendo perseguição dos imperadores romanos, mas no ano de 315 d.C, o imperador Constantino, ao sonhar com uma cruz, um simbolo cristão, tornou o cristianismo, a religião oficial do Império romano, unindo dessa forma, o estado e a igreja. Essa união resultou na formação da Igreja Católica Romana, de forma que, se alguém se opusesse a ela, era o mesmo de se opor ao governo romano podendo ser excomungado e até morto.

 

No século XIV, vários homens cristãos como John Wycliffe, John Huss e John of Wessel perderam suas vidas devido à oposição a alguns ensinos não bíblicos. Um desses ensinamentos se referia às indulgências, as quais significavam a remissão do castigo a alguém por conta dos seus pecados, e que, segundo a Igreja Católica, quem comprasse poderia, além de remover alguns pecados de sua vida, reduzir o tempo no purgatório de algum parente morto.

 

Em 1505, um estudante de direito chamado Martinho Lutero decide deixar a faculdade e se tornar monge por ter sobrevivido a uma tempestade com raios. Ele foi um monge bastante dedicado nas orações diárias e nas confissões, no entanto, quanto mais tentava ser agradável a Deus, mais se dava conta dos seus pecados. Havia um trecho bíblico que o deixava confuso (Romanos 1:17) : “Pois no Evangelho é revelada de fé em fé a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé”, pois não entendia como Deus podia requerer uma justiça a qual nenhum homem poderia cumpri-la completamente.

 

Martinho continuou seus estudos, foi ordenado sacerdote e mais tarde tornou-se professor de teologia. Certo dia, quando meditava e estudava as Escrituras Sagradas, ele descobriu que a justiça de Deus revelada no evagelho não é a justiça que Deus requer, mas a justiça que Deus dá e chegou a afirmar:” Ali eu senti que tinha nascido de novo e entrado no paraíso por portas escancaradas”. Depois de uma visita a Roma, Lutero proferiu três sermões contras as indulgências e no dia 31 de outubro de 1517 foram afixadas as 95 teses na porta da igreja do Castelo em Wittenberg.

 

Em 22 de janeiro de 1521 Lutero foi chamado ao concílio de Worms a fim de renunciar seus livros. Estavam presente no concílio o imperador Carlos V, o emissário do papa Leão X e o conselheiro Johann Eck. O conselheiro então perguntou se Lutero acreditava nas obras que ele tinha feito, mas Lutero pediu um tempo para pensar e lhe foi concedido. No dia seguinte, depois de um momento de oração, ele se apresentou novamente e lhe foi questionado:”Lutero, repeles seus livros e os erros que eles contêm?” ele então, respondeu:

“Que se me convençam mediante testemunho das Escrituras e claros argumentos da razão – porque não acredito nem no Papa nem nos concílios já que está provado amiúde que estão errados, contradizendo-se a si mesmos – pelos textos da Sagrada Escritura que citei, estou submetido a minha consciência e unido à palavra de Deus. Por isto, não posso nem quero retratar-me de nada, porque fazer algo contra a consciência não é seguro nem saudável.” Não posso fazer outra coisa, esta é a minha posição. Que Deus me ajude!”

Após o concílio, Lutero se exilou no Castelo de Wastburg durante um ano, onde traduziu a bíblia para o alemão. Um tempo depois, ele se casou com a ex freira Catarina Von Bora em 13 de junho de 1525 e teve 6 filhos. Lutero teve morte natural. Ainda durante esse período, Deus levantou outros homens piedosos para espalharem as verdadeiras doutrinas por vários países.

 

Um dos benefícios da Reforma foi levantar questionamentos a certos ensinamentos que a igreja católica pregava, como por exemplo: O quanto é preciso ser feito para uma pessoa ser salva?respondendo a essa e outras perguntas, reformadores daquela época estabeleceram 5 doutrinas bíblicas essenciais, que são chamadas de 5 solas (sola é uma palavra latina para única): Sola Scriptura, Sola Gratia,Sola Fide,Solus Christus e Soli Deo Gloria.

 

Essas doutrinas foram o coração da Reforma, e hoje, com tantos ensinos falsos sendo pregados em várias igrejas pelo mundo, os cristãos precisam voltar novamente às escrituras da mesma forma que os reformadores do século XVI fizeram.

 

 

Notas:


http://www.gotquestions.org/portugues/Reforma-Protestante.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Martinho_Lutero#A_controv.C3.A9rsia_acerca das indulg.C3.AAncias

Historia da igreja – Site Bomcaminho.com

PAPEL DE PAREDE COMEMORATIVO (Produzido por Raniere Menezes)

Castelo Forte

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O texto é baseado no Salmo 46, “Deus é nosso refúgio e fortaleza…” Heinrich Heine referiu-se a esse hino como a “Marselhesa” da Reforma ProtestanteJohann Sebastian Bach utilizou sua melodia como tema da Cantata BWV 80Felix Mendelssohn-Bartholdy empregou-a no último movimento da sua 5ª sinfonia (Sinfonia da Reforma). Na ópera “Os Huguenotes” de Giacomo Meyerbeer, é utilizada diversas vezes como Leitmotiv. É também citada na ópera “Friedenstag”, de Richard Strauss.

 

http://www.youtube.com/watch?v=2IewsayvbjE

 

 

1. Castelo forte é nosso Deus.
Espada e bom escudo;
Com seu poder defende os seus
Em todo transe agudo.
Com fúria pertinaz
Persegue Satanás,
Com artimanhas tais
E astúcias tão cruéis,
Que iguais não há na terra.
3. Se nos quisessem devorar
Demônios não contados,
Não nos podiam assustar,
Nem somos derrotados.
O grande acusador
Dos servos do Senhor
Já condenado está;
Vencido cairá
Por uma só palavra.

2. A nossa força nada faz,
Estamos, sim, perdidos;
Mas nosso Deus socorro traz
E somos protegidos.
Defende-nos Jesus,
O que venceu na cruz,
Senhor dos altos céus;
E, sendo o próprio Deus,
Triunfa na batalha.

4. Sim, que a palavra ficará,
Sabemos com certeza,
E nada nos assustará
Com Cristo por defesa.
Se temos de perder
Filhos, bens, mulher;
Embora a vida vá,
Por nós Jesus está
E dar-nos-á seu reino.

 

494 Anos da Reforma Protestante!

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Esse é o PRINCIPAL ensinamento bíblico (doutrina) que diferencia os protestantes dos católicos. Se você aprendeu sobre isso, então é de seu conhecimento que a salvação é somente pela fé em Cristo, o FILHO DE DEUS. Quando nos arrependermos dos nossos pecados e crermos em Cristo, somos salvos do inferno em definitivo e sem merecimento!

 

Ser justificado pela fé tem um valor poderoso na nossa vida. Uma vez salvos, pela fé em Cristo, nada do que você faça poderá contribuir para a perda da salvação (Jo 10.28). Pois, a fé salvadora é um instrumento dado por Deus (Ef 2.8) para chegarmos a Cristo e sermos salvos por Ele. Nossa salvação é GARANTIDA e COMSUMADA pelas OBRAS de JESUS. 


O salvo nunca usará essa VERDADE como desculpa para PECAR. Ao contrário, ficará ALEGRE! Pois, descobrirá que verdadeiramente foi salvo sem merecimento e que sua vida de fato está nas mão do Senhor. Outra, o salvo em Cristo foi liberto do domínio do pecado, agora ele é escravo de Cristo. Desde o momento em que foi salvo até sua morte, ou se for arrebatado antes, ele está no processo de santificação. Esse processo é crescente no salvo. Ou seja, se você tem 10 anos de crente, então hoje você odeia mais o pecado e já venceu muitos pecados, e ainda continuará a vencer outros. Os católicos confundem santificação com a justificação.


Para os Católicos: FÉ + OBRAS (meio pelo qual a pessoa é justificada) → JUSTIFICAÇÃO


Para os Protestantes: FÉ → JUSTIFICAÇÃO + OBRAS (demonstram para nós e para os outros que fomos salvos)


Por isso, os católicos acreditam que podem perder a salvação se não ajudarem(são obrigados a fazerem boas obras para garantirem a justificação e salvação) a Jesus na salvação deles! Enquanto que o salvo faz as boas obras como resultado da sua salvação. Pois, o objetivo principal de se fazer as boas obras agora, parte do amor derramado por Deus em nossos corações. 


Seguem as semelhanças e as diferenças entre a Justificação e a Santificação, extraídos do artigo do Teólogo Frankin Ferreira1:

1) Semelhanças:

  • Procedem originalmente da graça gratuita de Deus. É somente por motivo de Seu dom que os crentes chegam a ser justificados e santificados.
  • Fazem parte da grandiosa obra de salvação que Jesus Cristo, dentro do pacto eterno, resolveu realizar em favor do Seu povo. Cristo é a fonte da vida, de onde fluem tanto o perdão dos pecados quanto a santificação. A raiz de cada uma dessas coisas é Jesus Cristo.
  • Podem ser encontradas nas mesmas pessoas. Aqueles que são justificados, também são sempre santificados; aqueles que são santificados sempre foram justificados. Deus uniu essas duas realidades espirituais, e elas não podem ser separadas uma da outra.
  • Começam ao mesmo tempo. No momento em que uma pessoa começa a ser um crente justificado, também começa a ser um crente santificado. Talvez ela não sinta isso, mas é um fato.
  • São igualmente necessárias à salvação. Ninguém jamais chegou ao céu sem um coração renovado acompanhado pelo perdão, sem a graça do Espírito Santo acompanhada pelo sangue de Cristo, sem estar devidamente preparado para a glória eterna e ao mesmo tempo ser possuidor do título que lhe dá direito a ela.

 2) Diferenças:

Justificação Santificação

É a declaração de Deus que um homem é justo, com

base nos méritos de um outro homem, a saber, o Se-

nhor Jesus Cristo.

É o desenvolvimento progressivo da justiça no interi-

or do homem, mesmo que ocorra muito lentamente.

A retidão que recebemos mediante a nossa justifica-

ção, não é nossa própria, mas é a perfeita eterna reti-

dão do nosso grande Mediador, Jesus Cristo, atribuída

a nós e tornada nossa somente através da fé.

A retidão que temos, por meio da santificação, é a

nossa própria retidão, insuflada, inerente, em nós

operada pelo Espírito Santo, embora misturada com

grande debilidade e imperfeição.

As nossas próprias obras não desempenham qualquer

papel, e a simples confiança em Cristo é a única coisa

que se faz mister.

As nossas próprias obras revestem-se de vasta impor-

tância; Deus ordena que lutemos, vigiemos, creiamos,

nos esforcemos e labutemos.

 É uma obra terminada e completa, e um crente está

perfeitamente justificado a partir do instante em que

crê.

É uma obra imperfeita, comparativamente falando;

jamais será aperfeiçoada enquanto não chegarmos ao

céu.

Não admite qualquer desenvolvimento ou aumento;

um homem está tão justificado na hora em que vem a

Cristo, mediante a fé, como o será por toda a eterni-

dade.

Tem natureza eminentemente progressiva, admitindo

um crescimento e uma ampliação contínuos, enquanto

o crente estiver vivo.

Tem uma referência especial à nossa pessoa, à nos-

sa posição diante de Deus, à nossa libertação da

culpa.

Está especialmente relacionada à nossa natureza e à

renovação moral dos nossos corações.

Confere-nos o direito de ir para o céu, bem como a

ousadia de ali ingressar. 

Torna-nos adequados para habitar no céu, capacitan-

do-nos a usufruir dele quando ali estivermos habitando.

É um ato de Deus a nosso respeito, não podendo ser

facilmente percebido por outras pessoas.

É uma obra de Deus dentro de nós, não podendo ser

ocultada em suas manifestações externas aos olhos

dos homens.

 

Amado(a), só Deus pode mudar uma pessoa. Se você realmente se arrependeu dos seus pecados e creu em Cristo, você é uma nova criatura! Lembre-se: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.” (2Co 5.17 ; Gl 6.5 ; Gl 2.16)

 

Por fim, temos a garantia de Cristo: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.“ (Jo 10.27-29)

 

Notas:


[1] Acessar o link: http://ticobarros2010.vilabol.uol.com.br/TSistAlaneFranklin.pdf

 

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