Que Dependência Virtual é Essa?

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“Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado, para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus.” (1 Pedro 4.1-2)

Cuidando dos Nossos Pai

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Paulo usou o modelo de uma família para descrever os relacionamentos na igreja. Timóteo deveria se dirigir aos membros anciãos como faria com um pai ou mãe, e aos jovens como irmãos e irmãs (1Tm. 5:1-2), e foi nesses termos também que ele falou sobre o cuidado pelas viúvas. Contudo, a igreja não deve assumir os deveres da família, e em particular o cuidado pelas viúvas:  “… se algum crente ou alguma crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que se possam sustentar as que deveras são viúvas” (v. 16). Por “deveras são viúvas” ele quer dizer viúvas que não tenham parentes vivos.

 

Piedade no Lar

Paulo descreveu cuidar das viúvas como cuidar da sua “própria casa” (v. 8). Ele deixou muito claro que a caridade da igreja nunca deve substituir a responsabilidade de um filho, ou mesmo de um sobrinho. Numa ordem patriarcal, onde famílias grandes viviam e trabalhavam juntos, uma tia era uma figura estendida da mãe e merecia um respeito correspondente. Essa responsabilidade familiar vem antes daquela da igreja, que se envolve apenas se não existe nenhum membro da família que possa assumir o cuidado. Como tudo da lei de Deus, esse requerimento envolvia uma bênção para a obediência e uma maldição para a desobediência.

 

A bênção prometida era que, aos olhos de Deus, o cuidado pelos membros idosos da família era uma “piedade no lar” (KJV) que Paulo nos assegura ser “bom e agradável diante de Deus” (v. 4, RC). Quando Deus nos dá a oportunidade de servir-lhe em obediência, isso é um ato de graça, uma bênção. Os fariseus, por distorcerem a revelação de Deus, constantemente se mostravam ignorantes nas questões de piedade. A idéia de piedade deles era aquela de uma demonstração pública para serem vistos diante dos homens (Mt. 6:1-18). Eles também pensavam que poderiam honrar a Deus na adoração, enquanto negligenciavam suas responsabilidades para com pais necessitados (15:5-6).

 

Pior que um Infiel

Há também uma maldição sobre aqueles que negligenciam seus deveres para com os pais. Paulo disse a Timóteo que não cuidar de um pai necessitado era negar a fé e ter um comportamento “pior do que o infiel” (RC).

 

Isso não deveria parecer duro se entendemos o imperativo do quinto mandamento. Quando Paulo escreveu a Timóteo sobre a responsabilidade dos filhos para com seus pais, era no contexto da relação do ministro com a congregação. Mesmo na situação difícil de uma repreensão necessária, o ministro não deveria esquecer a honra devida a essa pessoa como um membro na família de Deus. Nos tempos difíceis da idade avançada, enfermidade ou necessidade econômica de um pai, devemos da mesma forma ser diligentes em nossa responsabilidade de honrá-los como o quinto mandamento requer de nós. Afinal, Cristo veio para estabelecer a lei (Mt. 5:17). Como podemos honrar nosso Pai Celestial enquanto desonramos nossos pais terrenos?

 

Em adição a honrar o papel deles na economia de Deus como o quinto mandamento exige, devemos lembrar também do nosso débito de gratidão por nossa criação. Paulo menciona que nosso tratamento dos pais em necessidade é uma forma de “recompensar” ou reembolsá-los (v. 4). Como nós os tratamos quando precisam de nós diz muito sobre se verdadeiramente valorizamo-los e a nossa criação. A avareza para com nossos pais revela uma ingratidão egocêntrica.

 

À medida que os nossos pais envelhecem, há uma reversão no papel de oferecer cuidado. Deveríamos ver isso como uma honra de recompensá-los pelo cuidado que nos deram como crianças. Maria, irmã de Marta, uma vez honrou a Cristo ungindo os Seus pés. Nicodemos e José de Arimatéia honraram-no enterrando Seu corpo com o que era uma pequena fortuna em mirra e aloés. Algumas vezes nosso maior método de honrar nossos pais pode envolver demonstrações físicas, embora diferentes.

 

Honrar um pai frágil e necessitado é um amadurecimento final do nosso relacionamento com eles, pois é o nosso último papel como filho que devemos cumprir. E devemos entender que a papel de um filho não termina na maioridade, mas sempre existe enquanto os pais viverem. É honroso mostrar aos nossos pais o quanto aprendemos deles

 

Alguns anos atrás, deparei-me com um livro de história infantil de Robert Munsch chamado Love You Forever [Amo Você para Sempre]. Ele fala de uma mãe que carregava seu filho pequeno para a cama todas as noites e cantava uma canção: “Eu te amarei para sempre”. No final da história, com a idade avançada, a mãe está muito fraca para cantar para o seu filho, de forma que ele é quem a carrega para a cama, e canta aquela canção. Eu dei uma cópia ao meu filho, e uma à minha filha mais velha, e tenho ainda outra cópia para a próxima.

 

Amor é mais que a expressão de sentimento. Ele é melhor revelado em nossas ações. Cuidar dos pais é um ato de amor e uma piedade no lar que agrada a Deus.

 

Fonte: Voltemos ao Evangelho

O Preço da Negligência na Família

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O casamento, que é o alicerce da estrutura familiar, só existe entre um homem e uma mulher (Gn 1:27). O rei Davi teve muitos problemas por não valorizar o casamento e sua família. Precisamos ficar em alerta! Como a Bíblia Sagrada pode nos ajudar a não cometer os mesmos erros de Davi?

Davi foi um grande rei, porém um pai ausente. Os assuntos do reino consumiam todo o seu tempo, capacidade e energia. O que aconteceu com Davi é o mesmo que acontece com muitas famílias. Hoje em dia, o pai e/ou a mãe dedicam-se tanto a vida profissional que acabam se descuidando da assistência ao lar. Essa falta causa consequências ruins: sentimento de solidão do cônjuge e dos filhos; falta de autoridade dos pais; os filhos crescem sem uma referência, passam a ser educados pelos outros e pela televisão; traições; divórcio; enfim, uma família desestruturada surge, e em questão de tempo já não existe mais.



1. A ausência dos pais

O lar torna-se “desconhecido” para os pais. A partir daí não é possível perceber como os filhos estão crescendo e o que estão aprendendo. Quando um dos cônjuges é ausente, o outro sente-se abandonado, desprezado e mais vulnerável as tentações. Os filhos, então, são os que mais sofrem com essa situação. Problemas gravíssimos acontecem, como a falta de respeito entre os pais, brigas de casal geralmente violentas, filhos fogem dessa situação procurando drogas,… o divórcio é questão de tempo.

Infelizmente, essa ausência e suas consequências também ocorre nas famílias cristãs, inclusive dos obreiros. Alguns se envolvem tanto com o ministério que acabam colocando a família em segundo plano. A “desculpa” mais comum é que a obra de Deus é prioridade e que é necessário sacrificar a família por causa do ministério.

Isso é mentira e blasfêmia! A vontade de Deus é perfeita. Não é necessário violar a vontade de Deus no que diz respeito à família, a fim de cumprir a vontade de Deus no que diz respeito ao ministério. Existem muitas famílias de líderes sendo destruídas (esposas abandonadas, filhos desprezados, esposas que nunca acompanham o marido, divórcios, etc…) por causa do “pequeno reinado” deles aqui na terra, que eles consideram mais importante do que a própria família. Assim diz a Palavra do Senhor: Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus? (1Tm 3:5). Se você encontra-se nessa situação, arrependa-se do seu pecado. Volte-se para Deus, volte para sua família, talvez ainda haja tempo! Não desista da sua família.




2. A negligência no relacionamento conjugal

Muitas vez por causa do trabalho secular e/ou ministerial, os maridos e as esposas têm deixado de exercerem suas funções dentro do casamento. Uma das conseqüências é o desastre, prejuízo, falência, depressão… toda a família é impactada gerando um desconforto geral.Assim diz a Palavra do Senhor: O homem deve cumprir o seu dever como marido, e a mulher também deve cumprir o seu dever como esposa. A esposa não manda no seu próprio corpo; quem manda é o seu marido. Assim também o marido não manda no seu próprio corpo; quem manda é a sua esposa. Que os dois não se neguem um ao outro, a não ser que concordem em não ter relações por algum tempo a fim de se dedicar à oração. Mas depois devem voltar a ter relações, a fim de não caírem nas tentações de Satanás por não poderem se dominar (1Co 7:3-5). Muito tempo sem relações conjugais tornam o casal mais vulnerável as tentações e com isso o risco de traições é maior.

Lembremos da ordem de Deus: Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5:25). As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem. Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos. A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada. (Tt 2:3-5)




3. A negligência na educação dos filhos

A educação dos filhos, também tem sido negligenciada. É de responsabilidade do pai e da mãe. Não é só do pai, e nem só da mãe! No entanto, hoje muitos estão fugindo dessa responsabilidade. Estão delegando isso para as escolas, igrejas e para o estado. Essa situação tem causado a degradação de muitas famílias, pois os filhos passam a ser educados fora de casa, sem o controle dos pais. Vejamos o que o Senhor disse sobre a autoridade de Abraão na educação dos filhos: Eu o escolhi para que ele mande que os seus filhos e os seus descendentes obedeçam aos meus ensinamentos e façam o que é correto e justo…. (Gn 18:19). Por tanto, amados, os pais tem a responsabilidade e a autoridade para educarem os próprios filhos.

Além da disciplina, precisamos educar nossos filhos na Palavra de Deus. Porque ela é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça (Hb 4:12; 2Tm 3:16). Deus nos avisa da importância disso: Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele (Pv 22:6).A forma mais eficaz de educarmos os filhos é quando somos exemplo para a nossa família. Meditemos na lei do Senhor, de dia e de noite. Se os pais dão importância à Palavra de Deus e praticam-na, a tendência é que os filhos façam o mesmo.

Precisamos educar nossa família nos seguintes princípios fundamentais:

1) (Dt 6:1-9) – Guardemos e pratiquemos os mandamentos de Deus. Fazendo isso, estaremos amando a Deus em primeiro lugar. E como consequência disso, nossa família estará bem com Deus e será próspera das benção do Senhor. Meditando diariamente nos seus ensinamentos.

2) (Dt 6:10-14) – Nada do que temos é nosso, é do Senhor. Devemos ensinar nossa família utilizar os bens materiais com sabedoria e para a Glória de Deus.




4. A importância da disciplina dos filhos

Amnom, o filho de Davi com Ainoã, era o filho mais velho. Este estuprou sua meia irmã Tamar (filha de Davi com Maaca). Foi um crime hediondo, horrível e não aprovado por Deus. Davi ficou irado com Amnom (2Sm 13:21), mas as escrituras não falam nada sobre uma possível disciplina do filho. Não existindo uma correção para os erros dos filhos, estes tendem a achar que não há nada que não possam fazer. Amnom foi um exemplo disso!

Como Davi não corrigiu Amnom, então Absalão (irmão pleno de Tamar) enviou os seus servos para matar Amnom em uma festa à qual ele convidou todos os filhos do rei (2Sm 13:28). A falta de responsabilidade de Davi gerou impunidade. Essa impunidade gerou revolta em Absalão que esperou dois anos para fazer justiça com as próprias mãos. Quando disciplinamos nossos filhos, demonstramos o nosso amor por eles (Pv 13:24). A insensatez está ligada ao coração dos mais jovens e a disciplina os livrará dela(Pv 22:15). Não evitemos disciplinar nossos filhos (Pv 23:13-14). Com a correção eles terão sabedoria, darão paz e grande alegria aos pais. (Pv 29:15-17). Por tudo isso, precisamos entender que a disciplina é necessária. Fazendo assim, temos mais esperança (Pv 19:18) de que eles aprendam a fugir das amizades erradas, vergonha, das drogas,… e da morte.




Conclusão

Amados, não podemos ser negligentes. O casamento e a família são bençãos de Deus para as nossas vidas! Maridos, vamos valorizar mais o casamento, a família. Davi era um pai muito ocupado com o seu reinado e por isso não tinha tempo suficiente para sua casa. Outro fator complicador é que Davi possuía várias esposas (apesar de Deus nunca aprovar tal situação) o que definitivamente prejudicava sua relação com seus filhos. Ele também negligenciou na educação dos filhos. Como consequência toda sua casa foi prejudicada. Evitemos os erros de Davi. Esposas, da mesma forma, valorizem mais seu casamento e família. Vamos dar mais atenção a nossa família. Fujamos do adultério, poligamia e da negligência, que não trazem benefícios e são pecados aos olhos de Deus. Precisamos instruir nosso filhos na Palavra do Senhor, educando-os no caminho em que devem andar e quando ficarem mais velhos não se desviarão dos ensinamentos dos pais.

Devido ao mundo agitado que vivemos, temos a tendência de queremos trabalhar mais do que passar o tempo com a família. Se você está colocando o trabalho, seja ele secular ou ministerial, na frente ou no lugar da sua família, essa é a hora de mudar tal situação. Pare! Quando valorizamos nossa família, demonstramos que valorizamos os ensinamentos do Senhor. Fazendo isso, damos testemunho da nossa salvação e que realmente somos obedientes a Deus, a sua Palavra e que O amamos em primeiro lugar.

Notas: 


Bíblia da Família – SBB

Kemp, Jaime. Antes de Dizer Sim. Editora Mundo Cristão

Paul Washer. Décima acusação

 

O pecado de Davi e suas consequências

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Como todo ser humano, Davi também pecou e sofreu as consequências. A Bíblia Sagrada nos mostra a causa e as consequências do pecado de Davi. O que aconteceu com ele, pode acontecer com qualquer pessoa… Vamos ver o que podemos aprender para com a experiência triste e dolorosa de Davi?

 

1. Ociosidade X Tentação

“Quando o inverno e sua estação chuvosa passaram, Davi enviou Joabe e o exército israelita para renovar a guerra contra Amom e estabelecer o cerco à capital Rabá”. Na época era costume dos reis saírem para as guerras, mas Davi resolveu ficar em Jerusalém. Durante esse período, um dia de tarde Davi se levantou, depois de ter dormido um pouco, e foi passear no terraço do palácio. Dali viu uma mulher muito bonita tomando banho (v2). Teria sido melhor se Davi tivesse ido, sua ociosidade, acabou dando oportunidade para a tentação.

Então por que ele fez isso? Tanto os salvos como os não salvos são tentados, ninguém está livre. Quando alguém for tentado, não diga: “Esta tentação vem de Deus”. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo não tenta ninguém. Mas as pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. Então esses desejos fazem com que o pecado nasça, e o pecado, quando já está maduro, produz a morte (Tg 1:13-15). Os nossos maus desejos nos tentam e quando a tentação é consumada ocorre o pecado. No momento em que Davi viu Bate-Seba (esposa de Urias o heteu) tomando banho, imediatamente ele mandou buscá-la e adulterou com ela.

A Palavra de Deus nos alerta sobre três coisas no mundo que precisamos evitar: Os maus desejos da natureza humana, a vontade de ter o que agrada aos olhos e o orgulho pelas coisas da vida, tudo isso não vem do Pai, mas do mundo (1Jo 2:16). No momento em que Davi viu Bate-Seba tomando banho, ele se deixou levar pelo que agradava seus olhos (a beleza da mulher), pela natureza humana (desejou-a), e o orgulho de ser rei o fez buscá-la para à possuir. Temos que ter cuidado com a nossa vida diariamente, principalmente nos momentos em que estamos ociosos por estarmos mais vulneráveis. Busquemos, em Deus, forças para resistir às tentações. Fujamos da ociosidade e dos pensamentos inúteis e ruins! Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai! (Fp 4:8)

 

2. O Pecado

Quando Davi não resistiu à tentação, adulterou com Bate-Seba e a engravidou. Então Davi planejou e providenciou a morte do marido dela. Por esse motivo, o SENHOR Deus mandou que o profeta Natã fosse falar com Davi (2Sm 12:1). Então Natã, através da Palavra de Deus, confrontou Davi com o seu próprio pecado. Em seguida ele reconheceu que tinha pecado contra Deus.

As Escrituras Sagradas nos revelam a universalidade do pecado. A natureza humana é pecaminosa. Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque (Ec 7:20). Existem várias passagens bíblicas que nos ensinam que desde a hora do nosso nascimento somos pecadores. Quem nasce de pais humanos é um ser de natureza humana; quem nasce do Espírito é um ser de natureza espiritual. (Jo 3:6). Ser de natureza humana significa sermos inclinados a fazer o que não agrada a Deus. Não podemos sair desse estado de perdição pelas nossas próprias forças. No momento em que a graça salvadora de Deus nos alcança temos forças para resistir ao pecado, porque não somos mais guiados pela natureza humana, mas pelo Espírito de Deus. Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus (1Jo 3:9).

Uma vez salvos, quando somos confrontados com a Palavra de Deus, reconhecemos nossos pecados, nos arrependemos e procuramos agradar a Deus. Já os não-salvos ignoram a correção e os alertas de Deus; e continuam pecando como se nada estivesse acontecendo. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça! Arrependam-se dos seus pecados e creiam no evangelho. Pois a tristeza que é usada por Deus produz o arrependimento que leva à salvação; e nisso não há motivo para alguém ficar triste. Mas as tristezas deste mundo produzem a morte. (Mc 4:23; Mc 1:15;2Co 7:10)

 

3. As consequências do pecado

Qualquer pecado, mesmo que pareça leve para nós, torna-nos legalmente culpados perante Deus, dignos de castigo. Mesmo que Davi tenha se arrependido (2Sm 12:13), quando foi confrontado com a Palavra do Senhor, as consequências permaneceram. Então disse o Senhor a Davi: Porque, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher. Assim diz o SENHOR: Eis que suscitarei da tua própria casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei a teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol. Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei este negócio perante todo o Israel e perante o sol (2Sm 12:9-12).Pela justiça de Deus, essas foram às consequências do pecado de Davi.

Todo pecado gera resultados negativos, que pode nos trazer consequências irreversíveis! Adão, que representava a humanidade, pecou e a conseqüência disso foi o estado de morte espiritual para todos. Adão tornou-se diferente daquilo que Deus havia criado e a lei da geração obteve o que havia sido designado para todo ser vivo, que este deveria ser “segundo a sua espécie”. Não significa dizer que a humanidade é culpada pelo pecado de Adão, e sim que toda a raça humana pecou juntamente com Adão e por isso nascemos no estado de pecado, temos uma natureza pecaminosa. Todas as vezes que pecamos ou que não cremos em Jesus Cristo expressamos essa natureza. Assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem, Jesus Cristo.

O pecado está relacionado tanto aos atos1 individuais (como roubar, mentir ou cometer homicídio, etc..), as atitudes 2contrárias àquilo que Deus exige de nós, como em relação a nossa natureza moral. Podemos perceber isso nos dez mandamentos quando Deus nos proíbe de ações pecaminosas e errôneas ordenando “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.”(Êx 20:17) e no sermão do monte também nos proíbe atitudes pecaminosas com ira, ciúme, raiva, egoísmo e entre outras obras da carne (Mt 5:22;28;Gl 5:20;Mc 12:30).

 

Conclusão

Amados, Davi estava no lugar e na hora errada. Ele era um homem de Deus e mesmo assim pecou. O exemplo de Davi serve para nós como um alerta. Precisamos estar sempre meditando na Palavra de Deus de dia e de noite, evitando a ociosidade e fugindo dos pecados. Busquemos sempre a presença do Senhor!

O fato do salvo ter nascido do Espírito de Deus, não significa que nunca mais pecará. Significa dizer que ele será guiado pelo Espírito de Deus e terá a capacidade de fugir do pecado, agradando a Deus. Pois uma vez salvos, somos capazes de pecar e de não pecar assim como era Adão antes da queda. Para os que ainda não são salvos (que ainda estão no estado de perdição), estes são incapazes de não pecar, pois são escravos do pecado e guiados pelos desejos da carne.

Escutemos a Palavra de Deus, quem é de Deus escuta as palavras de Deus (Jo 8:47). Se você ainda continua praticando pecados e tem prazer nisso, arrependa-se e deixe-os. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus(Jo 3:20-21). Jesus é a luz do mundo. A salvação do domínio da nossa natureza pecaminosa e da condenação eterna é Jesus Cristo, o filho de Deus! Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. (1Jo 5:1; 2Co 5:17).

Notas:


BERKHOF, L. Teologia Sistemática. 3 ed. Campinas: Luz para o Caminho, 2002.

CHAFER, Lewis S. Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos, 2003.

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática Atual e Exaustiva. São Paulo: Vida Nova, 1999.

HENRY, Matthew. Comentário Bíblico. Rio de Janeiro: CPAD – 1ª edição: 2006.

A.R.C – Almeida Revista e Corrigida.

N.T.L.H – Nova Tradução da Linguagem de Hoje.

Míni Dicionário Aurélio, 7a. Edição.

[1] sm. 1.Aquilo que se fez; feito. 2. O que se está fazendo; ação. 3. V. comportamento

[2] sf. 1. Posição do corpo; postura. 2. Reação ou maneira de ser, em relação a pessoa(s), objeto(s), etc.