Uma conversa direta e objetiva…

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Amado(a), esse programa só tem um objetivo: alimentar a carne. Não existe nenhum proveito neste BBB. Em outras palavras, você está semeando na sua carne, e quando isso acontece, você terá como recompensa a corrupção. Explico melhor.

Nosso Deus é santo! Se de fato você pertence a Ele, então você é uma nova criatura. Isso significa que desde o dia em que você se arrependeu dos seus pecados e creu em Cristo, o Filho de Deus, como o seu único salvador, o processo de santificação começou. O Pai só santifica aquele que é salvo. Esse processo é OBRIGATÓRIAMENTE continuo e CRESCENTE. Isso é uma promessa de Deus, então é cumprida até o fim: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;” (Fl 1.6)

Esse programa só ensina prostituição, lascívia (comportamento desregrado com relação aos prazeres do sexo), desonestidade e ganancia por dinheiro, a ponto de seus participantes fazerem qualquer coisa para ganhar o prêmio. O que diz a Palavra do nosso Deus?

E dizia: O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.

(Mc 7.20-23)

Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. 

(Gl 5.18-21)

Se somos salvos, então não somos mais escravos do pecado. Não estamos mais debaixo da lei do pecado. Somos nova criatura. Por esse motivo, você tem poder em Deus para fugir dos pecados e tentações! Cristo te dá poder! Arrependa-se dos seus pecados e deixe-os! Pare de ficar alimentando a sua carne! Deixe de ver esse BBB, AGORA! “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1Jo 3.9)

Examine-se a si mesmo, e veja se você realmente é salvo! Pois, todo salvo quando confrontado com a Palavra de Deus vem ao arrependimento! Por isso está escrito: Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo(1Jo 2.1) Lembremo-nos: “Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” (Lc 15.10).

“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho.” (1Jo 5.11). Quando nos arrependemos e buscamos a Deus, estamos semeando no Espírito. Se você tem Jesus como o Senhor da sua vida, então Deixe o BBB de lado, busque a Deus! Não é uma opção, é uma ordem de Deus para os seus filhos: DEIXE O PECADO.


Carta à Bispa Evônia*

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Minha cara Evônia,

Minha esposa me falou do encontro casual que vocês duas tiveram no shopping semana passada. Ela estava muito feliz em rever você e relembrar os tempos do ginásio e da igreja que vocês frequentavam. Aí ela me contou que você foi consagrada pastora e depois bispa desta outra denominação que você tinha começado a frequentar.

Ela também me mostrou os e-mails que vocês trocaram sobre este assunto, em que você tenta justificar o fato de ser uma pastora e bispa, já que minha esposa tinha estranhado isto na conversa que vocês tiveram. Ela me pediu para ler e comentar seus argumentos e contra-argumentos. Não pretendo ofendê-la de maneira nenhuma – nem mesmo conheço você pessoalmente. Mas faço estes comentários para ver se de alguma forma posso ser útil na sua reflexão sobre o ter aceitado o cargo de pastora e de bispa.
Acho, para começar, que você ser bispa vem de uma atitude de sua comunidade para com as Escrituras, que equivale a considerá-la condicionada à visão patriarcal e machista da época. Ou seja, ela é nossa regra, mas não para todas as coisas. Ao rejeitar o ensinamento da Bíblia sobre liderança, adota-se outro parâmetro, que geralmente é o pensamento e o espírito da época.
E é claro, Evônia, que na nossa cultura a mulher – especialmente as inteligentes e dedicadas como você – ocupa todas as posições de liderança disponíveis, desde CEO de empresas a presidência da República – se a Dilma ganhar. Portanto, sem o ensinamento bíblico como âncora, nada mais natural que as igrejas também coloquem em sua liderança presbíteras, pastoras, bispas e apóstolas.
Mas, a pergunta que você tem que fazer, Evônia, é o que a Bíblia ensina sobre mulheres assumirem a liderança da igreja e se este ensino se aplica aos nossos dias. Não escondo a minha opinião. Para mim, a liderança da igreja foi entregue pelo Senhor Jesus e por seus apóstolos a homens cristãos qualificados. E este padrão, claramente encontrado na Bíblia, vale como norma para nossos dias, pois se baseia em princípios teológicos e não culturais. Reflita no seguinte.


1. Embora mulheres tenham sido juízas e profetisas (Jz 4.4; 2Re 22.14) em Israel nunca foram ungidas, consagradas e ordenadas como sacerdotisas, para cuidar do serviço sagrado, das coisas de Deus, conduzir o culto no templo e ensinar o povo de Deus, que eram as funções do sacerdote (Ml 2.7). Encontramos profetisas no Novo Testamento, como as filhas de Felipe (At 21.9; 1Co 11.5), mas não encontramos sacerdotisas, isto é, presbíteras, pastoras, bispas, apóstolas. Apelar à Débora e Hulda, como você fez em seu e-mail, prova somente que Deus pode usar mulheres para falar ao seu povo. Não prova que elas tenham que ser ordenadas.


2. Você disse à minha esposa que Jesus não escolheu mulheres para apóstolas porque ele não queria escandalizar a sociedade machista de sua época. Será, Evônia? O Senhor Jesus rompeu com vários paradigmas culturais de sua época. Ele falou com mulheres (Jo 8.10-11), inclusive com samaritanas (Jo 4.7), quebrou o sábado (Jo 5.18), as leis da dieta religiosa dos judeus (Mt 7.2), relacionou-se com gentios (Mt 4.15). Se ele achasse que era a coisa certa a fazer, certamente teria escolhido mulheres para constar entre os doze apóstolos que nomeou. Mas, não o fez, apesar de ter em sua companhia mulheres que o seguiam e serviam, como Maria Madalena, Marta e Maria sua irmã (Lc 8.1-2).


3. Por falar nisto, lembre também que os apóstolos, por sua vez, quando tiveram a chance de incluir uma mulher no círculo apostólico em lugar de Judas, escolheram um homem, Matias (At 1.26), mesmo que houvesse mulheres proeminentes na assembléia, como a própria Maria, mãe de Jesus (At 1.14-15) – que escolha mais lógica do que ela? E mais tarde, quando resolveram criar um grupo que cuidasse das viúvas da igreja, determinaram que fossem escolhidos sete homens, quando o natural e cultural seria supor que as viúvas seriam mais bem atendidas por outras mulheres (Atos 6.1-7).


4. Tem mais. Nas instruções que deram às igrejas sobre presbíteros e diáconos, os apóstolos determinaram que eles deveriam ser marido de uma só mulher e deveriam governar bem a casa deles – obviamente eles tinham em mente homens cristãos (1Tm 3.2,12; Tt 1.6) e não mulheres, ainda que capazes, piedosas e dedicadas, como você. E mesmo que reconhecessem o importante e crucial papel da mulher cristã no bom andamento das igrejas, não as colocaram na liderança das comunidades, proibindo que elas ensinassem com a autoridade que era própria do homem (1Tm 2.12), que participassem na inquirição dos profetas, o que poderia levar à aparência de que estavam exercendo autoridade sobre o homem (1Co 14.29-35). Eles também estabeleceram que o homem é o cabeça da mulher (1Co 11.3; Ef 5.23), uma analogia que claramente atribui ao homem o papel de liderança.


5. Você retrucou à minha esposa na troca de e-mails que nenhuma destas passagens se aplica hoje, pois são culturais. Mas, será, Evônia, que estas orientações foram resultado da influência da cultura patriarcalista e machista daquela época nos autores bíblicos? Tomemos Paulo, por exemplo. Será que ele era mesmo um machista, que tinha problemas com as mulheres e suspeitava que elas viviam constantemente tramando para assumir a liderança das igrejas que ele fundou, como você argumentou? Será que um machista deste tipo diria que as mulheres têm direito ao seu próprio marido, que elas têm direitos sexuais iguais ao homem, bem como o direito de separar-se quando o marido resolve abandoná-la? (1Co 7.2-4,15) Um machista determinaria que os homens deveriam amar a própria esposa como amavam a si mesmos? (Ef 5.28,33). Um machista se referiria a uma mulher admitindo que ela tinha sido sua protetora, como Paulo o faz com Febe (Rm 16.1-2)?


6. Agora, se Paulo foi realmente influenciado pela cultura de sua época ao proibir as mulheres de assumir a liderança das igrejas, o que me impede de pensar que a mesma coisa aconteceu quando ele ensinou, por exemplo, que o homossexualismo é uma distorção da natureza acarretada pelo abandono de Deus (Rm 1.24-28) e que os sodomitas e efeminados não herdarão o Reino de Deus (1Co 6.9-11)? Você defende também, Evônia, que estas passagens são culturais e que se Paulo vivesse hoje teria outra opinião sobre a homossexualidade? Pergunto isto pois em outras igrejas este argumento está sendo usado.


7. Tem mais, se você ainda tiver um tempinho para me ouvir. As alegações apostólicas não me soam culturais. Paulo argumenta que o homem é o cabeça da mulher a partir de um encadeamento hierárquico que tem início em Deus Pai, descendo pelo Filho, pelo homem e chegando até a mulher (1Co 11.3).[1] Este argumento me parece bem teológico, como aquele que faz uma analogia entre marido e mulher e Cristo e a igreja, “o marido é o cabeça da mulher como Cristo é o cabeça da igreja” (Ef 5.23). Não consigo imaginar uma analogia mais teológica do que esta para estabelecer a liderança masculina. E quando Paulo restringe a participação da mulher no ensino autoritativo –que é próprio do homem – argumenta a partir do relato da criação e da queda (1Tm 2.12-14).[2]


8. Você já deve ter percebido que para legitimar sua posição como bispa você teve que dar um jeito neste padrão de liderança exclusiva masculina que é claramente ensinado na Bíblia e na ausência de evidências de que mulheres assumiram esta liderança. Não tem como aceitar ser bispa e ao mesmo tempo manter que a Bíblia toda é a Palavra de Deus para nossos dias. E foi assim que você adotou esta postura de dizer que a liderança exclusiva masculina é resultado da cosmovisão patriarcal e machista dos autores do Antigo e Novo Testamentos, e que portanto não pode ser mais usada em nossos dias, quando os tempos mudaram, e as mulheres se emanciparam e passaram a assumir a liderança em todas as áreas da vida. Em outras palavras, como você mesmo confirmou em seu e-mail, a Bíblia é para você um livro culturalmente condicionado e só devemos aplicar dele aquelas partes que estão em harmonia e consenso com nossa própria cultura. Eu sei que você não disse isto com estas exatas palavras, mas a impressão que fica é que você considera a Bíblia como retrógrada e ultrapassada e que o modelo de liderança que ela ensina não serve de paradigma para a liderança moderna da Igreja de Cristo.


Quando se chega a este nível, então, para mim, a porta está aberta para a entrada de qualquer coisa que seja aceitável em nossa cultura, mesmo que seja condenada nas Escrituras. Como você poderá, como bispa, responder biblicamente aos jovens de sua igreja que disserem que o casamento está ultrapassado e que sexo antes do casamento é normal e mesmo o relacionamento homossexual? Como você vai orientar biblicamente aquele casal que acha normal terem casos fora do casamento, desde que estejam de acordo entre eles, e que acham que adultério é alguma coisa do passado?


Sabe Evônia, você e a sua comunidade não estão sozinhas nessa distorção. Na realidade esse pensamento é também popularizado por seminários de denominações tradicionais e professores de Bíblia que passaram a questionar a infalibilidade das Escrituras, utilizando o método histórico crítico, ensinando em sala de aula que Paulo e os demais autores do Novo Testamento foram influenciados pela visão patriarcal e machista do mundo da época deles. Só podia dar nisso… na hora que os pastores, presbíteros e as próprias igrejas relativizam o ensino das Escrituras, considerando-o preso ao séc. I e irremediavelmente condicionado à visão de mundo antiga, a igreja perde o referencial, o parâmetro, o norte, o prumo – e como ninguém vive sem estas coisas, elege a cultura como guia.


Termino reiterando meu apreço e respeito por você como mulher cristã e pedindo desculpas se não posso me dirigir a você, em nossa correspondência pessoal, como “bispa” Evônia. Espero que meus motivos tenham ficado claros.

Um abraço,
Augustus

Notas:


[1] Esse encadeamento hierárquico se refere à economia da Trindade e trata das diferentes funções assumidas pelas Pessoas da Trindade na salvação do homem. Ontologicamente, Pai, Filho e Espírito Santo são iguais em honra, glória, poder, majestade, como afirmam nossas confissões reformadas.

[2] Veja minha interpretação desta passagem e de outras no artigo da Fides Reformata “Ordenação Feminina

 

 

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/2010/06/carta-bispa-evonia.html

 

O Amor a Deus e ao Próximo

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O amor a Deus e ao próximo está ficando em segundo plano. O que está acontecendo? Será que é possível amar como Cristo amou???

 

O SISTEMA DO MUNDO

J. B. Philips traduziu I Jo 2.15-17 da seguinte forma: “…todo o sistema do mundo, fundamentado como está nos desejos humanos, nas ambições invejosas e no fascínio de tudo aquilo que acham maravilhoso, não vem absolutamente do Pai, mas sim do próprio mundo…”. Esse sistema tem conquistado a vida de muitos “crentes”. Estão amando mais ao mundo e no que há nele do que a Deus e ao próximo.

A amizade com o mundo está mais evidente, a cada dia, em muitas igrejas. Lembremos da orientação bíblica: “Não estais cientes de que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4). O sistema do mundo não agrada a Deus e está fundamentado em três pilares:

a) desejos humanos ou paixões carnais;
b) ambições invejosas ou cobiça dos olhos, e
c) fascinação ou ostentação dos bens.

A conseqüência disso é o fortalecimento do egoísmo e do egocentrismo. Nesse cenário, a motivação para amar o próximo desaparece. Sem motivação, não existe a aplicação desse amor. Para os salvos, essa situação reflete a falta de uma comunhão maior com Deus. Quando não estamos em comunhão ou fracos na fé produzimos frutos ruins (Mt 7:20). Quanto maior for a nossa comunhão com Deus, mais o seu amor transbordará em nossas vidas, nos movendo a exercitá-lo. Se sua comunhão está fraca ou está sem comunhão, não desanime. Arrependa-se dos seus pecados, deixe-os de lado e fortaleça-se em Cristo. Busque a santificação. Ore mais a Deus.

 

O AMOR BÍBLICO

É importante conhecermos suas características:

a) É divino: Em Romanos 5:5 diz: “…o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. Esse amor é derramado no coração do salvo. Não pode ser produzido ou imitado com sucesso pelo ser humano.

b) É missionário: (Jo 3:16; Hb 2:9; 1 Jo 2:2) Não há limites. Lewis Chafer chama-o de “espírito missionário”. Pois existe um interesse pela humanidade perdida. Este amor será imediatamente realizado no coração do salvo que estiver em comunhão com Deus. O salvo é impulsionado através do amor a levar o evangelho aos lugares mais inóspitos da terra.

c) Aborrece o sistema do mundo: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (1 Jo 2:15-16). O sentimento de purificação faz parte da vida do salvo. Este sentimento faz oposição ao sistema do mundo.

d) Alcança a todos indistintamente: Em Mateus 13:24-58 Jesus diz que o mundo é semelhante a um campo. Se você tivesse uma plantação de trigo, com certeza teria nesse campo muito joio. Mas, mesmo assim você não deixaria de regar o campo, pois os trigos precisam crescer e serem salvos da morte. Esse amor é semelhante à água que irriga o campo. Mesmo existindo os não-eleitos (joio), o amor de Deus é derramado sobre o mundo.

e) É sacrificial: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). A ira de Deus era sobre nós, mas Jesus morreu na cruz em nosso lugar.

Quando estamos em comunhão com Deus, este amor transborda em nós e então temos: gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança (Gl 5:22). Como conseqüência, amamos a Deus e somos impulsionados a colocar em prática esse amor. Nós amamos a Deus, porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4:19). “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” (1 Jo 4:8).

 

CONCLUSÃO

Podemos perceber que a palavra amor está BANALIZADA! Deus nos amou sem que tivéssemos algum merecimento. Nada podemos fazer para termos direito a sua misericórdia e a salvação. É por isso que o amor divino é mais do que uma escolha. É a sua essência. Até mesmo na sua ira, Deus é amor. Ele não pode e nem consegue fazer nada sem amor.

Onde está o amor? No Shopping Center, roupas, moda, no dinheiro, nos costumes de uma vida religiosa, na vaidade, na mentira, na prostituição, na prática homossexual, na inveja, no ódio, na hipocrisia, nas heresias, nas coisas fúteis da vida, NO EU? O que está sendo ensinado aos filhos? “Papai quero um tênis novo, tem que ser o que está na moda, o mais caro!” Não estou dizendo que não devemos dar o melhor. O problema está na forma como pensamos e cremos, porque isso influencia a nossa vida e os que estão ao nosso redor. “O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más” (Mt 12:35).

Deus está sendo glorificado através das nossas atitudes? Só podemos ensinar o que aprendemos. Só podemos dar o que possuímos. Se não estamos aprendendo o verdadeiro amor, não poderemos dá-lo e nem ensiná-lo. A Palavra de Deus diz que “do que há em abundância no coração, disso fala a boca”(Mt 12:34). Nossas atitudes e motivações refletem o que somos.

Amados, se verdadeiramente somos salvos, o mesmo amor que nos amou também fluirá através de nós. Quando isso acontece somos motivados a ter misericórdia dos outros. Deus nos amou independente de nossos sentimentos ou atitudes, ele nos amou porque ele é misericordioso. Somos salvos? Então essa misericórdia tem que fluir em nossa vida. O resultado disso é a prática. Se não praticamos o que pregamos, somos mentirosos.

Pratiquemos esse amor. Sejamos solidários ao próximo, colocando em prática o amor de Deus. Jesus deu sua vida por nós, temos que dar a nossa por ele e pelos outros (Lc 9:24; 1 Jo 3:11). “Sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural;” (1 Tg 1:22). “Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” (1 Jo 3:11;18). ISSO É AMOR.

 

Notas: 


1. CHAFER, Lewis S. Teologia Sistemática. São Paulo: HAGNOS, 2003.

2. FERREIRA, B. H. Aurélio. Mini Dicionário Aurélio. São Paulo: POSITIVO,2009.

3. PHILIPS, J. B. Cartas para Hoje. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1994.


O Sistema de Viver no Mundo

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“Você precisa rever seus conceitos.” Esse era o slogan de uma campanha publicitária da Fiat em 2000. A idéia era repensar antigos conceitos morais da sociedade brasileira. Nove anos depois vemos que a maioria daqueles conceitos caiu por terra. Por que será? Como é possível uma sociedade mudar tanto a forma de pensar em tão pouco tempo? Quem está influenciando essa sociedade e a quem interessa essas mudanças? A Bíblia tem a resposta. Aliás, ela sempre tem as respostas.

Gosto da tradução de J. B. Philips para I Jo 2.15-17: “…todo o sistema do mundo, fundamentado como está nos desejos humanos, nas ambições invejosas e no fascínio de tudo aquilo que acham maravilhoso, não vem absolutamente do Pai, mas sim do próprio mundo…” (Philips, J. B. Cartas para Hoje. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1994). Tiago ainda acrescenta: “Não estais cientes de que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4).

Diante da paráfrase acima vemos que o sistema do mundo não agrada a Deus e está fundamentado em três pilares:

a) desejos humanos ou paixões carnais;
b) ambições invejosas ou cobiça dos olhos, e
c) fascinação ou ostentação dos bens.

Que mal há nos desejos humanos? Paixões carnais não são coisas boas? Tiago nos dá uma dica. Ele afirma que “as batalhas e desentendimentos entre nós vêm das nossas paixões que guerreiam dentro de nós” (Tg 4.1). A pergunta é: o homem pode desejar alguma coisa boa do ponto de vista divino? Jonathas Edwards afirma que não (Edwards, Jonathas Sobre a Liberdade da vontade). Segundo ele, “a vontade é a escolha da mente”. O mundo não tem a mente de Cristo e, portanto, “não pode compreender as coisas de Deus” (I Cor 2.14). Ele está “morto em seus delitos e pecados” (Ef 2.1). Não quer Deus, não pode ouvir a voz de Deus, nem desejá-lo. Logo, sendo o homem decaído, suas paixões e desejos também são decaídos. O pecado afeta o coração, a vontade, a mente e o corpo do homem.

Francis Schaefer, ao comentar sobre a busca do homem por autonomia, afirmou que o mesmo tentou tornar-se livre e se separou da revelação e graça divina. Autonomia é uma palavra composta. Segundo R.C. Sproul, a palavra vem do prefixo auto e da raiz nomos. Auto significa “por si próprio”. Nomos é a palavra grega para “lei”. A palavra autonomia, então, significa “lei própria”. Foi isso que satanás fez. Convenceu o homem a afastar-se totalmente da lei de Deus, construindo a sua própria lei. Jesus nos mostra essa verdade quando chama os fariseus de filhos do diabo e afirma que eles satisfaziam os desejos de satanás. (Jo 8.44). Assim, todo sistema político, econômico, social e religioso mundano está contaminado pelo pecado.

As ambições invejosas desencadeam guerras, guerrilhas e todos os tipos de competições desleais entre os homens. Daí nascem os adultérios, os homicídios, os roubos, os furtos e tantos outros crimes. É por isso que nenhuma ideologia, seja comunismo, capitalismo, terceira-via, social-democracia, anarquia, fascismo, nazismo, populismo, liberalismo e até mesmo a democracia não conseguem satisfazer aos anseios humanos. Qualquer iniciativa, mesmo com excelentes intenções e motivações é sempre imperfeita. Não há como fugir à depravação humana. A humanidade foi destituída da glória de Deus e por isso não tem o caráter de Deus (Rm 3,23).

A fascinação ou ostentação dos bens, traduzida por João Ferreira de Almeida como a soberba da vida, tornou-se uma aspiração humana. É como a lenda da sereia subjugando marujos com seu canto. Uma terrível ilusão. É o tema da maioria das campanhas publicitárias. Os homens tornam-se pescadores das ilusões e utopias vendidas pelo deus deste século através de uma vida egoísta e hedonista. A arrogância ou presunção foi a principal causa da queda desse deusinho e agora ele quer levar consigo aqueles que aceitarem sua sugestão mentirosa de ser igual a Deus ou da auto-suficiência.

Esse é o mundo em que estamos inseridos. Jesus Cristo sabendo disso orou ao Pai: “Eu rogo por eles; não estou orando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus. Não peço que os tires do mundo, mas sim, para que os proteja do príncipe deste mundo. Eles não são do mundo, como também Eu não sou.” (João 17:9;15-16). Note que Cristo não orou pelo mundo todo, mas, apenas por aqueles que o Pai tinha lhe entregado.

O Pai atendeu a oração de Cristo e nós continuamos no mundo. Acontece que a igreja evangélica moderna, depois de algum tempo, ficou entediada com a simplicidade do Evangelho e levou o mundo para dentro de si. A consequência disso é que ela tomou a forma do mundo e agregou valores mundanos à sua cosmovisão.

Os desejos humanos ou paixões carnais passaram a ser suportados dentro de suas congregações. Os adultérios e divórcios tornaram-se comuns. Boatos, maledicências, mentiras e toda sorte de abominações está na boca do povo. As tesourarias são verdadeiras caixas pretas guardando segredos obscuros. Irmãos se odeiam, transformando-se em homicidas (I Jo 3.15). Paul Washer, em seu famoso sermão “dez acusações contra a igreja moderna”, afirma haver uma falta de ensino sério sobre santidade. Na maioria dos casos a santidade é exterior. Está na maneira de vestir e não de pensar ou agir.

Ambições invejosas ou cobiça dos olhos trazem consigo todos os tipos de competições desleais entre igrejas locais. Há dissensões em toda parte. As reuniões convencionais levam oficiais de suas igrejas à pancadaria e transformam-se em disputas judiciais. Novas teologias e doutrinas tem surgido, inspiradas por espíritos imundos. Modismos e inovações são lançados com o objetivo de arrastar “multidões com comichões nos ouvidos, loucas para ouvir fábulas e mitos” (II Tim 4:3-4).

Por último, a fascinação ou ostentação dos bens, ou ainda como diz a A.R.A*, a soberba da vida, entrou no coração de muitos líderes eclesiásticos. Igrejas estão se transformando em verdadeiros clãs, pequenos impérios evangélicos. Megas-igrejas orgulham-se de suas receitas financeiras, da beleza de seus templos caríssimos, enquanto seus membros não possuem casas próprias. Líderes com altos salários, vivendo como executivos, enquanto a média salarial brasileira é de 3,6 salários mínimos. As Escrituras são claras: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tm 6:9-10).

Chegou à hora de voltarmos ao primeiro amor. Esse é o momento de nos arrependermos. Sabemos aonde caímos. Não é difícil retroceder (Ap 2:4-5). A ordem para os cristãos é amar a Deus e a humanidade. Fomos “criados para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). Como foi nos tempos de Elias e será na grande tribulação, Deus tem o seu remanescente hoje. Juntemo-nos a eles.

Vamos à batalha. “Não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6:12). “Nossas armas não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo (II Cor 10:4-5)”.

É isso. Como afirmaram Charles Colson e Nancy Pearcey precisamos libertar o cristianismo de seu cativeiro cultural. Ensinar e divulgar a cosmovisão cristã. Usar a mente e a ótica de Cristo para julgar todas as coisas: as filosofias, as artes, os entretenimentos, a música, a televisão, a literatura, o teatro, o cinema e a cultura popular. “Examinar tudo e reter o que é bom” (I Tes 5.21). Anunciar a Verdade Absoluta. Vamos guerrear contra o aborto; a prostituição infantil; a pedofilia; a corrupção política; a imoralidade sexual; as ditaduras; a mendicância; o analfabetismo; a má distribuição de renda; os espíritos imundos; as heresias que distorcem o evangelho; a frieza espiritual; as vãs filosofias; a falsa ciência; o ateísmo; o relativismo, etc. Enfim vamos continuar o que Cristo começou: desfazer as obras do diabo. (I João 3:8).

O Eterno conta conosco. “Nós não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma” (Hb 10.39). Vamos lá!!! Existe uma mensagem de esperança para nós. Ao final de nosso versículo chave está escrito: Ora, o mundo passa, assim como sua volúpia (prazeres ardentes); entretanto aquele que faz a vontade de Deus permanece eternamente. O mundo vai perecer, em Cristo somos eternos. O mundo será derrotado, em Cristo somos mais do que vencedores. O mundo vive na mentira, Cristo é a verdade. O mundo está sem rumo, Cristo é o caminho. O mundo vive em trevas, Cristo é a luz. O mundo vive no egoísmo, Cristo é amor…

 

Notas:


NOVO TESTAMENTO – Bíblia King James Atualizada –São Paulo – Abba Press, 2007.

PHILIPS, J. B. Cartas para Hoje. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1994.
PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta. Rio de Janeiro, CPAD, 1ª ed 2006.
SCHAEFER, Francis. A Morte da Razão. São Paulo, Ed. Cultura Cristã, 1974.
EDWARDS, Jonathas. Sobre a Liberdade da vontade.
SPROUL, R.C. Eleitos de Deus, Editora Cultura Cristã, 2002.
* A.R.A – Almeida Revista e Atualizada.