O que é o Dia da Reforma Protestante?

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Por Stephen Nichols.

O que é o Dia da Reforma? Para responder a essa pergunta, façamos outra pergunta: Quando é o Dia da Reforma? É o dia 31 de outubro. Nele, comemoramos os eventos de 31 de outubro de 1517. Naquele dia, Martinho Lutero, um monge agostiniano, pregou suas 95 teses à porta da igreja em Wittemberg, Alemanha. Ora, por que Lutero faria isso? Para responder a essa pergunta, precisamos apresentar alguns outros personagens.
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Os efeitos da Justificação

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OsEfeitosDaJustificacao1Os judeus esperavam o Reino Messiânico de paz, amor e libertação como evento final da história, do qual participariam pela obediência à lei de Moisés. Paulo ensina que pela fé em Cristo já temos, aqui e agora, paz, amor e libertação da ira de Deus. Assista à exposição de Romanos 5, “Os efeitos da justificação”, por Augustus Nicodemus:

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A importância da justificação pela fé no aconselhamento

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A justificação pela fé é uma doutrina fundamental para a vida cristã. Ela não só transforma nossa posição diante de Deus, mas limpa nossa consciência das obras mortas (Hb 9.14). Sendo assim, essa doutrina é igualmente fundamental para o aconselhamento. Heber Campos Jr. comenta isso em sua aula sobre “A Doutrina da Justificação na Reforma” no Curso Fiel de Liderança:

Horatius Bonar, no livro “A Justiça Eterna – Como o homem será justo diante de Deus?” (Editora Fiel, 2012 – pp. 95-96) – um excelente recurso sobre o assunto – comenta:

O reconhecimento da PERFEIÇÃO do Senhor Jesus Cristo, bem como de Sua excelência pessoal, de Sua adequação, de Seu valor vicário é a única coisa que satisfaz o coração e a consciência do pecador. Satisfaz o primeiro, presenteando-o com o mais amável de todos os objetos sobre o qual um coração pode descansar; e à última, suprindo-o com a única coisa que remove da consciência trêmula todos os motivos possíveis para acusações. Somente o verdadeiro conhecimento da pessoa Daquele que é “o Cristo de Deus”, a apreciação de Seu sacrifício consumado e a ligação vívida com o próprio Cristo podem alcançar a condição miserável na qual o homem afundou; não só levantando-o para fora do poço de perdição e do um tremedal de lama; não apenas firmando os seus pés sobre a rocha eterna; mas elevando-o a um reino de paz e santidade como nenhum outro meio menos valioso poderia realizar ao filho caído de Adão.

“Aquele que não conheceu o pecado foi feito pecado por nós”. É sobre esse fundamento que edificamos para a eternidade. A apropriação de todas as nossas responsabilidades judiciais por parte de um Substituto divino é o que nos traz libertação. Essas responsabilidades eram grandes, e nenhum esforço nosso para nos livrar delas poderia ser bem-sucedido. Todas elas deveriam ser cumpridas. Tamanhas acusações judiciais, como essas que foram apresentadas contra o pecador, não poderiam ser anuladas. Elas são acusações justas e devem ser resolvidas de modo justo. Deus nos oferece uma resolução, transferindo-as a Alguém que pode responder por elas. A base para essa determinação foi lançada na cruz, e sobre essa base, Deus está disposto a lidar com qualquer pecador para o cancelamento total de todas as suas dívidas.

[…]Nosso caráter não é transferido para Cristo, mas sim as nossas dívidas; e por nossa aceitação desse modo de transferência realizado por Deus, nós fazemos a troca completa, por meio da qual somos absolvidos de toda a culpa e entramos num estado de “não condenação”. O pecado é atribuído a Cristo, como o nosso substituto; e a justiça é atribuída a nós, como aceitantes desse substituto. Isso é libertação, paz e vida eterna.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

Como pode Ló ser considerado justo?

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Em Gênesis 19, Ló está vivendo em Sodoma com, aparentemente, nenhuma dificuldade para dormir a noite. Como muitos comentaristas afirmam, ele estava sentado no portão da cidade (Gn 19.1), o que indica que indica que ele tinha alguma influencia na cidade. Embora não haja nada de errado em ter certa influência em uma cidade repleta de pecadores (de fato, deveríamos almejar mais isso hoje em dia), nada no texto indica que Ló estava trabalhando para transformar a cidade para o Reino de Deus. (mais…)

Por que Justificação pela fé?

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Lutero no início, ainda quando monge, sentia-se perturbado pela expressão “justiça de Deus” em Romanos 1.17: “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé”.

Ele tentava garantir sua salvação através de orações, jejuns, vigílias e boas obras. Porém, nada disso deixava sua consciência totalmente tranquila. Ora sentia desespero pelos pecados cometidos, ora odiava o Deus que pune os pecadores! Além disso ele criticava constantemente os escritos do apóstolo Paulo, até que:

Comecei a entender que “a justiça de Deus” significava aquela justiça pela qual o homem justo vive mediante o dom de Deus, isto é, pela fé. É isso o que significa: a justiça de Deus é revelada pelo evangelho, uma justiça passiva com a qual o Deus misericordioso nos justifica pela fé, como está escrito: “Aquele que pela fé é justo, viverá”. Aqui, senti que estava nascendo completamente de novo e havia entrado no próprio paraíso através de portões abertos [1].

O protestantismo nasceu da luta por esta doutrina. Ela foi a bandeira da Reforma Protestante no século XVI. Segundo o dicionário Houaiss – justificação seria a produção de provas, tanto testemunhais como documentais, no correr do processo; conjunto de argumentos apresentados por alguém em sua defesa ou em favor de alguém. Esses conceitos mostram exatamente o que Cristo fez e faz… Ele age como um advogado e apresenta a nossa dívida cancelada diante de Deus. Essa é a poderosa mensagem do Evangelho!

ATO DIVINO

É um ato exclusivamente divino, não existe participação humana na justificação. Quando Deus opera na vida de uma pessoa, esta manifesta arrependimento e fé em Jesus como fruto de transformação. Isso acontecendo, tal pessoa é aceita por Deus, ou seja, é justificada de todos os seus pecados do passado, presente e até aqueles que ainda não foram praticados. Toda a nossa conta é paga na cruz! Ele “cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz. Agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica”. [11]

É a mudança de estado (ou de situação) diante do Eterno. É um ato judicial (de natureza forense) de Deus, no qual ele declara, com base na justiça de Cristo, que o pecador não será mais condenado pelos pecados cometidos, uma vez que todos eles já foram punidos em Jesus na cruz.

Por que na cruz? Como todo ser humano é pecador, nascemos debaixo da ira de Deus, escravos do pecado e inimigos de Deus, portanto debaixo de maldição. Ele redimiu (resgatou) o pecador da maldição da lei quando se tornou maldição no lugar do homem, como está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro” [4].

Mas alguns virão a Mim – aqueles que o Pai Me deu – e nunca, nunca rejeitarei os que vierem. Pois Eu vim do céu aqui para fazer a vontade de Deus, que Me enviou, e não para seguir o Meu próprio caminho. E esta é a vontade de Deus: que Eu não perca de todos que Ele Me deu, mas que levante todos para a vida eterna no Último Dia. (João 6.37-39, Bíblia VIVA)

A justificação traz o perdão dos pecados e a restauração da comunhão com Deus. Em Romanos 5.1 aprendemos que a paz com Deus é reativada. O pecador justificado é reconciliado com Deus, ele deixa de ser inimigo do Todo-Poderoso. Desse momento em diante a santificação inicia-se e torna-se crescente em sua vida. Seremos moldados (santificados) segundo a vontade do Pai “até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo” [5].

O PRINCIPAL MOTIVO PARA CONHECERMOS ESSA DOUTRINA

Quando não compreendemos tudo isso vivemos com medo de perder a salvação, e sem paz. Segundo o médico, escritor e pastor D. Martyn Lloyd-Jones, “quem sabe o que é ser justificado pela fé deve ter certeza da salvação” [7]. Muitos crentes do passado sofreram a vida inteira porque tinham medo de perder a salvação – hoje não é diferente.

Com a prática das boas obras, muitos tentam compensar os pecados cometidos. Na tentativa de alcançarem a aprovação de Deus, utilizam-se até mesmo de regras não bíblicas, tais como: abstenção de alimentos, cumprimentos de regras, rituais inúteis; não praticam esportes, as mulheres são obrigadas a terem a medida certa de roupas e dos cabelos; os crentes só podem ouvir músicas gospel, etc. Ao invés de se arrependerem dos seus pecados e deixá-los.

As Escrituras Sagradas são bem claras nesse sentido, somos aceitos por Deus mediante a fé em Cristo. Como fruto dessa aceitação somos adotados como filhos, co-herdeiros com Cristo. A imagem e semelhança de Deus em nós começa a ser resgatada, uma vez que esta foi corrompida há muito tempo, pelo pecado, no Éden levando todo ser humano a nascer distante de Deus. No entanto, quando feitos filhos o processo de retorno a essa comunhão é iniciado. “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.[8]

SANTIFICAÇÃO

A santificação é um mandamento divino para todos os salvos em Cristo e nos preparará para o grande dia em que estaremos definitivamente com o Pai; e, finalmente, teremos a imagem de Deus completamente restaurada em nós. Até lá, seremos transformados progressivamente com o objetivo de nos tornamos mais parecidos com Cristo. [9]

Façam a verificação em vocês mesmos. Vocês são realmente cristãos? Passem pela prova? Sentem cada vez mais a esperança e o poder de Cristo dentro de vocês? Ou estão apenas fingindo-se cristãos, quando não são absolutamente nada? (2 Coríntios 13.5, Bíblia VIVA) 

Por pertencermos a Cristo, o Espírito Santo que habita em nós nos conduzirá pela sua Palavra a uma vida santa e temente a Deus, nosso Pai. Não precisamos de regras humanas. Crer em Cristo, reconhecermos que somos pecadores, nos arrependermos dos pecados (não somente no início, mas como uma atitude de coração que continua por toda a vida cristã) e fugir deles, nos humilhar na presença de Deus e confiar no que dizem as Escrituras Sagradas é suficiente. A oração do Pai nosso demonstra como deve ser a vida cristã [12]. O amor de Deus é a marca principal da nossa salvação. Pois, “todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. [10]

Jesus prometeu aliviar a bagagem de todo aquele que lançar seu próprio fardo sobre Ele. Por que a maioria dos crentes espalhados pelo mundo não estão fazendo isso? Será que de fato muitos não crêem em Cristo e estão se enganando (isso pode ser bem verdade) ou porque não compreendem a justificação pela fé como deveriam? Acreditamos ser essa última, a resposta mais provável. Por isso, assim como Jesus, os apóstolos, …. mais tarde os reformadores John Hus, John Wycliffe, Martinho Lutero, Ulrich Zuínglio, João Calvino, Menno Simons, … e depois John Knox, Charles Spurgeon, Jonathan Edwards, diversos puritanos que influenciaram o mundo com o seu estilo de vida piedoso, além de Abraham Kuyper, Francis Schaeffer, a Editora FIEL, entre outros, nós também acreditamos que o ensinamento bíblico da justificação pela fé continua sendo importante, vital e necessário para a saúde da Igreja do Senhor Jesus Cristo.

Esperamos em Deus que o seu povo seja despertado para essa verdade. Que a confiança em suas promessas seja reavivada. Pedimos em oração a Deus que fortaleça a sua Igreja, faça seus filhos orarem mais e buscarem mais o entendimento bíblico da sua vontade. Uma Igreja forte com certeza está firmada sobre a rocha que é Cristo. Não há outra forma de fazer isso se não confiar em Deus e em suas promessas. Nossa salvação está garantida pelas obras que Cristo realizou na cruz. Somos salvos sem merecimento, e continuaremos assim até o fim, sem merecimento.

Glória a Deus! “Aviva Senhor a tua obra…” [13]

 

Notas:
[1] GEORGE, Timothy. Teologia dos Reformadores. Editora Vida Nova, 1993. Pág. 64
[2] JOHN MACARTHUR, JR. Justificação pela Fé somente. Editora Cultura Cristã,1995. Pág. 11
[3] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Editora Cultura Cristã, 3a. Edição, 1995. Pág. 472
[4] Carta aos Gálatas 3.13, NVI.
[5] Carta aos Efésios 4.13, NVI.
[6] Artigo: Muito antes de Lutero (Jesus e a Doutrina da Justificação). Dr. John F. MacArthur Jr. / Sola Fide significa “Somente pela fé”, no caso, fé nas obras perfeitas realizadas por Jesus Cristo;
[7] JONES, D. Martyn Lloyd. Exposição sobre Capítulo 5 – Romanos – A Certeza da Fé. Editora PES, 2000. Pág. 115
[8] Carta aos Romanos 8.29, NVI.
[9] Carta aos Efésios 4.13, NVI.
[10] Evangelho de Jesus segundo o apóstolo João 13.35, NVI.
[11] Carta aos Colossenses 2.14, NVI; Carta aos Romanos 8.1,33, NVI.
[12] Evangelho de Jesus segundo o apóstolo Mateus 6.9-13, Bíblia NVI.
[13] Profeta Habacuque 3.2, A.R.C.

 

Semelhanças e Distinções entre Justificação e Santificação

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1) Esses são os pontos em torno dos quais a justificação e a santificação concordam entre si.

a) Ambas procedem originalmente da graça gratuita de Deus. É somente por motivo de seu dom que os crentes chegam a ser justificados e santificados.

b) Ambas fazem parte da grandiosa obra de salvação que Jesus Cristo, dentro do pacto eterno, resolveu realizar em favor do seu povo. Cristo é a fonte da vida, de onde fluem tanto o perdão dos pecados quanto a santificação. A raiz de cada uma dessas realidades é Jesus Cristo.

c) Ambas podem ser encontradas na mesmas pessoas. Aqueles que são justificados, também são santificados; aqueles que são santificados sempre são justificados. Deus uniu essas duas realidades espirituais e elas não podem ser separadas uma da outra.

d) Ambas começam ao mesmo tempo. No começo em que uma pessoa começa a ser um crente justificado, também começa a ser um crente santificado. Talvez não perceba, mas isso é um fato.

e) Ambas são igualmente necessárias à salvação. Ninguém jamais chegou ao céu sem um coração renovado acompanhado pelo perdão, sem a graça do Espírito Santo acompanhada pelo sangue de Cristo, sem estar devidamente preparado para a glória eterna e ao, mesmo tempo, sendo possuidor do título que lhe dá direito a ela. Uma coisa é tão necessária quanto a outra.

 

2) Agora, vamos reverter o quadro, verificando no que essas duas verdades diferem:

a) A justificação é quando Deus declara que um homem é justo, com base nos méritos de outro homem, a saber, o senhor Jesus Cristo. A santificação é o desenvolver progressivo da justiça no interior do homem, mesmo que ocorra muito lentamente.

b) A retidão que recebemos, mediante a nossa justificação, não é nossa própria, mas é perfeita e eterna retidão do nosso grande Mediador, Jesus Cristo, imputada a nós e tornada nossa somente através da fé. Porém, a retidão que temos, por meio da santificação, é a nossa própria retidão, concedida, inerente e operada em nós pelo Espírito Santo, embora misturada com grande debilidade e imperfeição.

c) Na justificação, as nossas próprias obras não desempenham qualquer papel, e a simples confiança em Cristo é a única coisa que se faz mister. Na santificação, as nossas próprias obras revestem-se de vasta importância; Deus ordena que lutemos, vigiemos, creiamos, nos esforcemos e labutemos.

d) A justificação é uma obra terminada e completa, e um crente está perfeitamente justificado a partir do instante que crê. No entanto, a santificação é uma obra imperfeita, comparativamente falando, jamais será aperfeiçoada enquanto não chegarmos ao céu.

e) A justificação não admite qualquer desenvolvimento ou crescimento; um homem está tão justificado na hora em que vem a Cristo, mediante a fé, como será por toda a eternidade. A santificação, contudo, tem natureza eminentemente progressiva, admitindo um crescimento e uma ampliação contínuos, enquanto o crente estiver vivo.

f) A justificação tem uma referência especial à nossa pessoa, à nossa posição diante de Deus e à nossa libertação da culpa. A santificação, porém, está especialmente relacionada à nossa natureza e à renovação moral do nosso coração.

g) A justificação nos confere o direito de ir para o céu, bem como a ousadia de ali ingressar. A santificação nos torna adequados para habitar no céu, capacitando-nos a usufruir dele quando ali estivermos habitando.

h) A justificação é um ato de Deus a nosso respeito, não podendo ser facilmente percebido por outras pessoas. A santificação é uma obra de Deus dentro de nós, não podendo ser ocultada em suas manifestações externas aos olhos dos homens.

Destaco essas distinções diante da atenção de todos os meus leitores, rogando-lhes que ponderem detidamente sobre elas. Estou persuadido de que uma das grandes causas das trevas e dos sentimentos de desconforto de muitas pessoas bem intencionadas, nessa questão da religião cristã, é o hábito que elas têm de confundir, em vez de distinguir a justificação da santificação. Jamais poderá ser salientado em demasia, diante de nossa mente, que essas são duas realidades distintas. Não há dúvida de que elas não podem ser separadas uma da outra. Aquele que participa de uma, participa também da outra. Entretanto, jamais deveriam ser confundidas entre si, e a distinção que há entre elas jamais deveria ser esquecida.

 

Referências:

A santidade: Sem a qual ninguém verá o Senhor – JC Ryle páginas 60-62.

O tesouro que te justifica…

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Segundo o pastor John Piper, fé é considerar Cristo como nosso maior tesouro.

Não é lindo isso???

 

Você acredita que Cristo é o seu Salvador, porque Ele é o seu bem maior.

 

Você crê no que Ele fala porque não existe ninguém em quem você confie mais.

 

Você vencerá a batalha contra o pecado porque o seu o alvo é a sua maior riqueza: Cristo.

 

Você é até capaz de sofrer e morrer por Ele, porque para ter o seu tesouro você faz qualquer coisa.

 

Possivelmente, quando Martinho Lutero compôs o hino “Castelo Forte” era nisso que ele pensava.

 

Ao lhe ser revelado pelo Espírito Santo que o homem é justificado pela fé em Cristo Jesus e não por suas obras, ele deve ter percebido: “Se as minhas obras me salvam, então o meu maior tesouro sou eu mesmo e eu sei que isso não é verdade. Mas, se Cristo é o meu maior tesouro, então só ele pode me salvar. Sendo assim, ele é tudo o que eu preciso.”

 

Atente para o comentário do teólogo Wayne Grudem:

 

“A verdadeira visão sobre a justificação é a linha divisória entre o evangelho bíblico da salvação somente pela fé e todos os falsos evangelhos baseados nas boas obras”. 

 

Afinal de contas, como podemos definir a justificação? Vamos continuar com o pensamento de Grudem:

 

“Justificação é um ato instantâneo e legal da parte de Deus pelo qual considerou nossos pecados perdoados e a justiça de Cristo pertencente a nós e declara-nos justos à vista dele.”

 

Cristo é o único que nos justifica. A sua obra (somente ela) é suficiente para nossa salvação porque Ele é tudo para nós. Além de ser a nossa maior riqueza, Ele também é o grande tesouro do Pai que diz: “este é o meu filho amado em que tenho prazer.”

 

 

Pense nisso!!!

 

Deus nos abençoe!!!

 

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