Eleição antes da fundação do mundo?

posted in: Eleição/Predestinação | 0

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos e fiéis em Cristo Jesus que estão em Éfeso: A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado. 

(Efésios 1:1-6)


http://www.youtube.com/watch?v=2XeZt_xO1c0

Os Benefícios de não Ignorar a Eleição em Sua Bíblia

posted in: Eleição/Predestinação | 0

Não é nada disso. Faz parte do ensino inspirado da Bíblia e é, portanto, “útil,” como Paulo insistiu que toda a Bíblia é (2 Tm 3:16-17). Eis aqui uma rápida visão sobre como a eleição impacta coisas como o evangelismo e a adoração: 

1. A Eleição nos torna humildes. Aqueles que não entendem a eleição freqüentemente supõem o oposto, e é verdade que aqueles que acreditam na eleição às vezes parecem ser orgulhosos ou presunçosos. Mas isso é uma aberração. Deus nos diz que ele escolheu alguns completamente pela graça e completamente à parte do mérito ou até mesmo de alguma habilidade de receber a graça. Ele fez assim precisamente para que orgulho fosse eliminado: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2:8-9).

“Quem pode admirar um Deus que é frustrado pela vontade rebelde dos seres humanos?“

2. A Eleição encoraja nosso amor a Deus. Se nós temos uma parte em nossa salvação, mesmo que pequena, então nosso amor a Deus é diminuído exatamente daquela quantia. Se, por outro lado, tudo vem de Deus, então nosso
amor a Ele deve ser ilimitado. Tristemente, a igreja de hoje freqüentemente considera o amor de Deus como algo garantido. “É claro que Deus me ama”, nós dizemos. “Eu me amo; por que Deus também não me amaria?”. É como a pequena menina que adorava o tema do dinossauro Barney na televisão (“eu te amo, você me ama; nós somos uma família feliz”). Mas ela acabou cantando assim: “Eu me amo, você me ama; nós somos uma família feliz.” É assim que nós tendemos a pensar a respeito do amor de Deus. Nós achamos que merecemos o Seu amor. Entender que somos eleitos só pela graça arruína o nosso modo egocêntrico e presunçoso de pensar.

3. A Eleição enriquecerá nossa adoração. Quem pode admirar um Deus que é frustrado pela vontade rebelde dos seres humanos? Martinho Lutero escreveu, “não é irreligioso, ocioso, ou supérfluo, e sim saudável e necessário no mais alto grau para um Cristão saber se a sua vontade tem ou não qualquer coisa a ver com assuntos que pertencem à salvação…

Porque se eu for ignorante quanto à natureza, extensão e limites do que eu posso e tenho que fazer com relação a Deus, eu também serei igualmente ignorante e inseguro quanto à natureza, extensão e limites do que Deus pode e deseja fazer em mim – ainda que Deus, na realidade, faça tudo em todos. Agora, se eu sou ignorante quanto às obras e o poder de Deus, eu sou ignorante do próprio Deus; e se eu não conheço a Deus, eu não posso adorá-lO, louvá-lO, dar-Lhe graças, ou servi-lO, porque eu não sei o quanto eu deveria atribuir a mim e o quanto a Ele. Portanto, nós precisamos ter em mente uma distinção clara entre o poder de Deus e o nosso, entre a obra de Deus e a nossa, se quisermos viver uma vida santa.”

“Se Deus não chama eficazmente pecadores a Cristo, é certo que nós também não temos condições de fazê-lo.”

4. A Eleição nos encoraja em nosso evangelismo. As pessoas costumam supor que se Deus vai salvar certos indivíduos, então Ele os salvará, e não há nenhum sentido em nós termos qualquer coisa a ver com isso. Mas não é assim que funciona. A Eleição não exclui o uso dos meios pelos quais Deus trabalha, e a proclamação do Evangelho é um desses meios (1 Co 1:21).

Além disso, é só a verdade da eleição que nos dá alguma esperança de sucesso quando proclamamos o Evangelho a homens e mulheres não-salvos. Se o coração de um pecador é tão oposto a Deus quanto a Bíblia declara ser, e se Deus não elege as pessoas para a salvação, então que esperança de sucesso poderíamos ter com o nosso testemunho? Se Deus não chama eficazmente pecadores a Cristo, é certo que nós também não temos condições de fazê-lo. Ainda mais, se o agente efetivo da salvação não é a escolha e o chamado de Deus – se a escolha depende do indivíduo ou de nós, por causa de nossa capacidade de persuadir outros para aceitar a Cristo – como nós poderíamos sequer ousar testemunhar? E se nós cometermos um erro? E se dermos uma resposta errada? E se nós formos insensíveis às reais perguntas da pessoa? Se isso acontecer, as pessoas não crerão. Elas podem no fim ir para o inferno, e o destino eterno delas será em parte culpa nossa, e como poderá qualquer cristão que pensa e sente, viver com algo assim?

Mas por outro lado, se Deus elegeu alguns para a salvação e se ele está chamando esses indivíduos eleitos a Cristo, então nós podemos ir em frente corajosamente, sabendo que o nosso testemunho não precisa ser perfeito, que Deus usa até mesmo testemunhos fracos e gaguejantes para derramar a sua graça e, melhor de tudo, que todos aqueles que Deus escolheu para a salvação serão salvos. Nós podemos ser destemidos, sabendo que todos os que são chamados por Deus certamente virão a Ele.


Fonte: Igreja Bom Caminho

Fonte original: The Doctrines of Grace: Rediscovering the Essentials of Evangelicalism (As Doutrinas da Graça: Redescobrindo os Princípios Básicos do Evangelicalismo).