Study of the Letter to Romans (chapter1)

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I. introduction

a) Presentation and personal greeting

Paul presents the relationship between history, humanity and divinity. The historical element is King David. The human issue is the flesh seed of Christ. The divine element is the statement to his divine sonship. This shows us that the gospel is stuck in the human context so historically proved.

 

b) Subject
After his presentation and greeting, Paul begins to introduce the message. Note that he prepared the whole scenario (historical and divine) before starting, and emphasizes the need not to be ashamed of preaching the gospel of Christ.

 

It is interesting that Paul always justify their answers to doctrinal statements, notwiththemoralofthetime. When he states that he is not ashamed, he answers why: “for it is the power of God unto salvation to every one that believeth.” If we believe in that power, then we can not be ashamed to preach the gospel!

 

In verse 17 he adds: “For therein is the righteousness of God revealed from faith to faith: as it is written, The just shall live by faith. “(refers to Habakkuk 2.4). We can only be saved through of the faith. If we have faith, then we can not be ashamed to preach the gospel.

 

II. The human problem

In the development of the epistle, Paul will share the gospel, but the Romans could ask: Why the Gospel? This would be presented as a “remedy”, but for this, it is imperative that the “disease” be diagnosed.

 

a) The idolatry and the depravation of men

v18-19: At this point Paul shows that the “For the wrath of God is revealed from heaven against all ungodliness and unrighteousness of men, who hold the truth in unrighteousness.” Those who behave like this, do that by its very nature of wickedness and perversion. And because of this can not see evidence of the existence of God which is manifested in nature.

 

b) God gave the men up to the evil desires of their hearts

V20-24: “For the invisible things of him from the creation of the world are clearly seen, being understood by the things that are made, {even} his eternal power and Godhead; so that they are without excuse: {so…: or, that they may be}” Everything is visible and clear. But, because of the sinful nature (wickedness and perversion) of the human being, he alone can’t see this truth.

 

v25-27: As a result, man is left to their own carnal desires of the heart. Expressing everything we have to sin. As a result, we have for example, idolatry, homosexuality and other sins. Let’s see what Paul says:

 

“Wherefore God also gave them up to uncleanness through the lusts of their own hearts, to dishonour their own bodies between themselves: Who changed the truth of God into a lie, and worshipped and served the creature more than the Creator, who is blessed for ever. Amen. {more: or, rather} For this cause God gave them up unto vile affections: for even their women did change the natural use into that which is against nature:And likewise also the men, leaving the natural use of the woman, burned in their lust one toward another; men with men working that which is unseemly, and receiving in themselves that recompence of their error which was meet. ”(vs. 24-27)

 

Seetheresultsoriginatefromthedesiresofman’sheart(lifestylechoice)!

 

c) Our depraved and fallen nature

v28-32: Through our depraved and fallen nature, we despise God. And that brings us to the consequences of our sins.

 

We need to understand the meaning of the word ‘depraved’. Biblically speaking, it means that the men born without the inner capacity to glorify God. What I mean by that? No knowledge of God. There is not a desire to glorify God. They can’t do! Sin keeps you from knowing the Almighty. Therefore, the knowledge of the gospel is needed. It’s the good news that God exists and that He wants to save us!

 


Bible: King James 

Translation: Henderson Fonteneles
Reviser: Diego Rodrigues
Source: Estudo da Carta aos Romanos (Cap 1)

Estudo da Carta aos Romanos (Cap4)

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I. Justificação é pela fé somente, e não pelas obras (v1-8) 

Paulo inicia questionando: o que Abraão tinha conseguindo segundo a carne, ou seja, pelos seus próprios méritos ou esforços??? Em Isaías 51.2, encontramos a resposta: “Ele foi chamado, abençoado e teve sua descendência multiplicada por Deus”. Mas, e a justificação?? Também foi uma conquista? 

“Bem, se a justificação fosse uma conquista, ele poderia se orgulhar do que conseguiu – mas tenho a certeza de que não diante de Deus”. (v2). O teólogo João Calvino também comentou sobre isso e disse: “Se Abraão foi justificado por obras, então ele pode vangloriar-se em seu próprio mérito, porém não tem razão alguma de vangloriar-se na presença de Deus”. 

Em outras palavras, se somos justificados por causa das nossas obras, então não precisamos de Deus nem de crer Nele. Mas, o que diz a Palavra de Deus sobre isso? “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça”. (v3) Porque ele creu em Deus, ele foi aceito por Deus, ou seja, Abraão foi justificado pela fé em Deus.

Salário x Justificação

Por isso Paulo faz uma comparação entre salário e justificação. Ele argumenta que o salário de um trabalhador não é um favor, é uma dívida. Se o trabalhador não trabalha, então não pode receber o salário, pois não o merece!

Diferentemente do salário a justificação é um favor, portanto não é uma dívida. Deus dá porque Ele quer, e não porque Ele está nos devendo alguma coisa. O desempregado não tem direito ao salário, da mesma forma que o ser humano não merece ser justificado, pois nada pode fazer para receber a justificação. Mas, ao crer em Jesus Cristo, o pecador é aceito imerecidamente diante de Deus.

A justificação é pela graça de Deus somente. Por isso, quem crê em Jesus deve ficar feliz por esse ato divino. Paulo complementa com a citação de Davi, mencionando que a imputação dessa justiça é uma bem-aventurança – felicidade (v6-8): “Assim também Davi declara feliz o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Felizes aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos. Feliz o homem a quem o Senhor não imputa o pecado.”

Obs: Troquei a palavra bem-aventurado pela palavra feliz para que possamos ter uma noção melhor do texto.

II. O significa bíblico da circuncisão(v9-11)

Abraão creu e obedeceu a Deus, por isso Deus fez uma aliança com Abraão e a sua descendência. “Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência depois de ti: Que todo o homem entre vós será circuncidado. E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal da aliança entre mim e vós” (Gn 17.10-11). Para quem ainda não sabe, a circuncisão é um ato cirúrgico que consiste na remoção do prepúcio (prega cutânea que recobre a glande do pênis). Abraão recebeu a circuncisão como sinal que simbolizou e selou a fé que ele já possuía em Deus.

  

III. A benção da justificação é somente para os que são circuncidados? (v11-17)

Com certeza não. Abraão era incircunciso quando creu em Deus e mesmo assim foi justificado pela fé. Segundo o teólogo John Murray, Abraão foi justificado pela fé em Gn 15.6 , e 14 anos depois foi instituída a circuncisão (Gn 17.10-13).

Teve um importante propósito para Abraão ser justificado pela fé antes de receber esse sinal da circuncisão. Encontramos no final do verso 11: Ele “recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé, quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que creem, estando eles também na incircuncisão; a fim de que também a justiça lhes seja imputada;”

Ou seja, Abraão é o pai espiritual de todos os que creem em Deus, circuncidados ou não. Todos que andarem nas pisadas daquela fé que teve nosso pai Abraão, que tivera na incircuncisão, serão filhos de Abraão pela fé. Esses também serão justificados pela fé.

a) E a promessa da multiplicação da sua descendência? Foi cumprida por causa do cumprimento da lei?

Não. Nessa época ainda não existia a lei. Somente no período de Moisés é que a lei foi dada. Mesmo assim, se os herdeiros fossem somente da lei, então a promessa seria cancelada e a fé anulada.

Por esse motivo o apóstolo Paulo faz questão de afirmar e lembrar que “a promessa de que havia de ser herdeiro do mundo não foi feita pela lei a Abraão, ou à sua posteridade, mas pela justiça da fé.“ (v13)

b) Então para que serve a lei?

“A lei traz o castigo de Deus. Mas, onde não existe lei, também não existe desobediência à lei. Portanto, a promessa de Deus depende da fé, a fim de que a promessa seja garantida como presente de Deus a todos os descendentes de Abraão. Ela não é somente para os que obedecem à lei, mas também para os que crêem em Deus como Abraão creu, pois ele é o pai espiritual de todos nós. Como dizem as Escrituras Sagradas: Eu fiz de você o pai de muitas nações. Assim a promessa depende de Deus, em quem Abraão creu, o Deus que ressuscita os mortos e faz com que exista o que não existia. “(v15-17)

O ser humano nasce morto em seus pecados, e somente é vivificado por Deus pela fé em Jesus Cristo. De pecadores merecedores da sua ira, nos tornamos pela graça, mediante a fé, pecadores aceitos por Deus e livres para sempre da condenação eterna! Nunca mais voltaremos para o mesmo estado de morte espiritual no qual nascemos!!! Glória a Deus! 

 

IV. Vale a pena ter esperança mesmo quando não temos motivo? (v18-25)

“Abraão teve fé e esperança, mesmo quando não havia motivo para ter esperança, e por isso ele se tornou o pai de muitas nações. Como dizem as Escrituras: Os seus descendentes serão muitos.” (v18)

Ele não tinha motivos visíveis para crer. Ele tinha noventa e nove anos, sua esposa também era idosa, e não tinham mais idade para ter filhos. Mas, ele se manteve firme na promessa e continuou crendo, não duvidou. Ele estava plenamente convicto de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera(v19-21). Sigamos o exemplo de Abraão!! Ele tinha certeza de que a promessa tinha origem em Deus, e não nos seus desejos pessoais. 

Cuidado! Existem muitas pessoas desiludidas porque estão confundindo seus próprios desejos como se fossem promessas de Deus.

V. Conclusão

A circuncisão foi um sinal da fé que Abraão tinha em Deus. “Esta é a fé que lhe foi computada para justiça. Ora, esse crédito da fé para justiça não foi registrado apenas em favor de Abraão, mas é um princípio divino que deve ser aplicado igualmente a nós. A fé também deve ser computada como justiça para nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus nosso Senhor, o qual foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitou para garantir nossa justificação.” (v22-25)

Quando nos arrependemos dos nossos pecado e cremos em Jesus, recebemos de Deus a fé (Ef 2.8) que nos faz aceitos diante de Deus, ou seja, somos justificados pela fé em Cristo, somente.

 

 

Fontes:

1. Champlin, R.N. O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Volume 3, p.613.

2. Bíblia VIVA/ARA/Linguagem de Hoje

3. Phillipis, J. B. Cartas para Hoje

4. Murray, John. Comentário Bíblico Fiel – ROMANOS

 

 

Estudo da Carta aos Romanos (Cap3)

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Nos primeiros capítulos, Paulo fala sobre a condenação e concluí que todos, seja judeu ou não, nascem merecedores da morte eterna! Nesse capítulo, Ele tira qualquer esperança humana de salvação.

I. Todo ser humano é pecador

a) Os judeus estão livres da condenação pelas vantagens que possuem?

A resposta é NÃO. Os judeus tem muitas vantagens em relação aos outros povos. Pois, em primeiro lugar Deus confiou-lhes suas leis (para que pudesse conhecer e fazer sua vontade). (vs. 2) Em segundo lugar, mesmo que alguns judeus quebraram suas promessas a Deus, isso não significa que Deus quebrará suas promessas àqueles que O amam. Ele sempre permanece fiel! (vs.3) Ainda que todos sejam mentirosos, Deus não é. (vs. 4a)

Mas, todas essas vantagens não os livram da condenação. Pois, todos os homens são igualmente pecadores, quer sejam judeus ou não. (vs. 9) “A condenação de Deus cai pesadamente sobre os judeus, visto que eles serem responsáveis pela guarda das leis divinas, em vez de fazem essas coisas más. Nenhum deles tem desculpa; de fato, o mundo inteiro sente-se culpado e fica mudo diante do Deus Todo-Poderoso. “(vs. 19)2

 

b) Quais as evidências de que todos são pecadores?

  • “Não há justo, nem um sequer” (vs. 10): Ninguém pode ser justificado de seus pecados pelas suas próprias obras. Não podemos fazer nada para merecer a salvação.
  • “Não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há um sequer” (vs. 11 e 12): Esse “bem” não está relacionado às boas obras.

 

Vejamos:

“O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um.” (Salmo 14.1-3)

 

Somente os salvos podem buscar a Deus com entendimento. Mesmo assim, não deixamos de ser pecadores e nem passamos a sermos merecedores da salvação. “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque.” (Ec 7.20)

 

  • “A garganta deles é sepulcro aberto” (vs. 13): O ser humano por natureza fala mentiras. E no seu íntimo encontramos o que não agrada a Deus.

“Meus inimigos são incapazes de falar a verdade; em suas mentes só há lugar para a maldade. Quando falam é possível sentir o mau cheiro do pecado e da morte. Fazem elogios mentirosos para conseguirem realizar seus planos maus.” (Sl 5.9)2

 

  • “São os seus pés velozes para derramar sangue” (vs. 15): Temos sempre a tendência de fazermos as coisas erradas. Buscamos o caminho mais “fácil”! 
  • “Não há temor de Deus” (vs. 18): Essa é a origem dos pecados mencionados nos itens I e II. A falta do temor a Deus é uma característica da natureza humana, como podemos ler abaixo:

 

“O pecado fala ao perverso lá no fundo do seu coração. O perverso não aprende a temer a Deus. Ele se julga muito importante e pensa que Deus não descobrirá o seu pecado e não o condenará. A conversa dele é má e cheia de mentiras; ele não tem juízo e não quer fazer o bem. Deitado na sua cama, ele planeja maldades. Ele anda por caminhos que não são bons e nunca rejeita as coisas más.” (Salmo 36.1)

Resumindo essas acusações1:

  1. Um estado pecaminoso em geral (vs. 10-12)
  2. Práticas pecaminosas por meio de palavras (vs. 13-14)
  3. Práticas pecaminosas por meio de ações (vs. 15-17)
  4. Todos esses pecados têm uma origem pecaminosa: os homens não têm temor de Deus diante dos seus olhos (vs. 18)

c) Devemos pecar mais para que Deus seja mais glorificado em julgar nossos pecados?

A resposta é NÃO. Os que fazem isso, abusam da graça!!! Isso só revela a natureza pecaminosa do ser humano. Paulo responde: “De maneira nenhuma”! Os que dizem: “Façamos males para que venham bens” merecem a condenação de Deus!

“Ele não me poderia julgar e condenar-me como pecador, se minha desonestidade Lhe trouxesse glória, mostrando sua honestidade em contraste com minhas mentiras” (vs. 7)2

Alguns judeus alegavam que Paulo ensinava isso, mas é mentira (vs. 8). Esse assunto, nos lembra do famoso jeitinho brasileiro: “Os fins, justificam os meios!”, “Às vezes é necessário mentir para fazer o bem!”, etc. Essas práticas e pensamentos são reprováveis por Deus, e os que praticam isso merecem a condenação.

d) Deus é injusto por aplicar a sua ira contra nós?

A resposta é NÃO. O salário do pecado é a morte. Como todos nós nascemos com uma natureza pecaminosa, portanto MERECEMOS a justiça de Deus, a sua IRA.

II. Justificação pela fé

a) As obras da lei

Os versos 19-20, Paulo conclui que a lei nos traz o pleno conhecimento do pecado, e que ninguém será justificado diante de Deus cumprindo as obras da lei. Tudo o que fazemos para Deus é imperfeito e contaminado pelo pecado. Ele só aceita as obras da lei, para a justificação definitiva dos nossos pecados, se realizadas por alguém sem pecado!

b) A justiça de Deus manisfestada em Jesus Cristo

Nos versículos seguintes a justiça de Deus é revelada em Jesus Cristo, anteriormente testemunhada pela lei e pelos profetas (o Antigo Testamento, que contêm as profecias sobre o Cristo).

A sua justiça é mediante a fé em Jesus, para todos e sobre todos os que crêem; sem distinção (sendo judeu ou não, “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” – vs. 22), somente a fé em Jesus nos dá condições de sermos justificados em definitivo de todos os nossos pecados (passado, presente e futuro).

Quando cremos no Filho de Deus, automaticamente somos “justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” – vs. 24. Deus é “justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”- vs 26b. Por isso, não podemos ser arrogantes achando que podemos fazer alguma coisa para ganharmos a salvação. A salvação é de graça, o preço foi pago pelas obras de Jesus, o único que não teve pecado depois da queda de Adão. Se verdadeiramente fomos salvos, continuaremos crendo em Jesus até o fim!

“Então, de que podemos nos gabar com respeito a fazermos alguma coisa para ganharmos a nossa salvação? Absolutamente de nada. Por quê? Porque a nossa absolvição não está baseada em nossas boas obras; está, sim, baseada naquilo que Cristo fez e na fé que temos nele” (vs. 27)2

Paulo finaliza o capítulo lembrando que Deus é único. Sendo judeu ou não, somente a fé em Cristo tem o poder de salvar! Ele diz que a lei não é anulada pela fé. Mas, é confirmada pela fé. Por que? Porque cremos pela fé que as obras da lei foram compridas em sua totalidade por Cristo. Isso garante, em definitivo, a nossa justificação e salvação.

Notas:


1. Champlin, R.N. O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Volume 3, p.613.

2. Bíblia VIVA

Obs.: Estudamos utilizando a Bíblia ARA

Estudo da Carta aos Romanos (Cap2)

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I. O problema humano

a) Merecemos a ira de Deus.

Paulo continuará, até o terceiro capítulo, mostrando que todos os seres humanos são culpados, pecadores e merecedores da IRA DE DEUS. Somos pecadores do início ao fim da nossa vida! Por isso, merecemos a justiça de Deus, a sua IRA. Somente com o conhecimento do evangelho de Jesus Cristo temos condições de receber a fé, para o arrependimento dos pecados, que nos abrirá os olhos para a salvação. E assim, seremos salvos da condenação em definitivo!

Aos que se arrependerem, “receberão a vida eterna e perseverarão em fazer o bem, procurando glória, honra e incorruptibilidade”(vs. 7). Mas, os que não se arrependerem: “indignação e ira aos que são contenciosos e desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade” (vs. 8).

 

b) O cumprimento da lei não traz o arrependimento.

Ele enfatiza que é a bondade de Deus que traz o arrependimento ao ser humano e não o cumprimento da lei. As vezes somos levados a condenar a prática dos outros e esquecemos que, também, somos pecadores. Não temos condições de escapar do julgamento divino pelo “simples” cumprimento da lei.

 

c) Deus não faz acepção de pessoas.

Todos, judeus ou não, são culpados e merecem a IRA de DEUS. É nesse contexto que Paulo fala que Deus não faz acepção de pessoas. Não importa a nacionalidade da pessoa,  pois “todos aqueles que pecam sem conhecer a lei de Deus se perderão sem essa lei; mas todos aqueles que pecam conhecendo a lei serão julgados por ela” (vs. 12).

 

d) E os que nunca ouviram a Palavra da Salvação?

Paulo fala que a lei de Deus foi escrita no coração do ser humano, por isso de alguma forma temos uma noção do que é/ou não bom e por isso o todo ser humano tem condições comprir certas leis morais sem conhecer o verdadeiro Deus. Lembremos que nem todos são ladrões, perigosos, etc.. Porém, devido ao pecado, nenhum de nós por natureza tem condições de gerarmos fé para a salvação! A fé salvadora vem somente pelo conhecimento da Palavra de Deus (Rm 10.17).

Por isso, é urgente pregar o evangelho da salvação. As pessoas que nunca ouviram falar de Jesus estão perecendo sem o conhecimento da verdade. Não há salvação sem o conhecimento do evangelho. Se não há novo nascimento, então não existe fé em Cristo para salvação. 

Os segedos ocultos dos moralistas serão julgados, então será revelado se a motivação para viver a lei de Deus é a crença em Cristo como Salvador e Senhor, ou não (vs. 13-16). Quando essa pessoa morre sem crer em Jesus Cristo, significa que NADA do que ela fez na vida foi baseada pela crença em Jesus Cristo. Como está escrito, “quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (João 3.18)

 

II. Os judeus são indesculpáveis

a) Sobre os legalistas.

Paulo ataca os legalistas. Os judeus possuem a lei, mas não conseguem praticá-la por completo. Em alguns pontos cobram tanto dos outros, porém não conseguem fazer o que ensinam. O nome de Deus é blasfemado, quando crentes seguem esse exemplo!

 

b) O valor da circuncisão.

Por fim, Paulo lembra do valor da circuncisão. Se o judeu é circuncidado (bem, essa parte da lei foi “fácil” de cumprir!), mas não consegue cumprir o restante, então a sua circuncisão é invalidada. Quando isso acontece, significa que este judeu não é considerado como judeu!

Então Paulo fala uma verdade que muitos legalistas(judeus ou não) não querem aceitar por causa dos seus pecados ocultos:

O verdadeiro judeu é aquele que é judeu por dentro, aquele que tem o coração circuncidado; e isso é uma coisa que o Espírito de Deus faz e que a lei escrita não pode fazer. E o louvor que essa pessoa recebe não vem de seres humanos, mas vem de Deus.( vs. 29)

Não são as obras que vão mudar o coração do ser humano, levando-o ao arrependimento (Rm 2.4). Mas, a fé dada ao homem pela bondade de Deus (GRAÇA)! Isso faz com que o ser humano sem merecimento, receba a fé. Arrependendo-se dos seus pecados, para a Salvação em Cristo Jesus.

Estudo da Carta aos Romanos (Cap1)

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I. Introdução

a) Apresentação pessoal e saudação.   

Paulo apresenta a relação entre a história, a humanidade e a divindade. O elemento histórico é o rei Davi. A questão humana é a descendência carnal de Cristo. O elemento divino é a declaração a sua filiação divina. Isso nos mostra que o evangelho está cravado no contexto humano de forma historicamente comprovada.

 

b) Tema

Depois de sua apresentação e saudação, Paulo começa a introduzir a mensagem. Notemos que ele preparou todo o cenário (histórico e divino) antes e começar. E enfatiza a necessidade de não termos vergonha de pregar o evangelho de Cristo.

 

Interessante é que Paulo sempre justifica suas afirmações com respostas doutrinárias, nunca com o costume da época. Quando ele afirma que não se envergonha ele responde o porquê: “pois ele é o poder de Deus para salvar todos os que crêem”. Se nós cremos nesse poder, então NÃO podemos ter vergonha de anunciar o evangelho!

 

No versículo 17, ele complementa: “Pois o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim. Como dizem as Escrituras Sagradas: Viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus.” (faz referência a Habacuque 2.4). Só podemos ser salvos através da fé. Se temos fé, então, não podemos ter vergonha de pregar o evangelho.

 

II. O problema humano

No desenvolvimento da epístola, Paulo vai falar do evangelho, mas os romanos poderiam perguntar: Para quê o evangelho? Este seria apresentado como um “remédio”, mas, para isso, torna-se imperioso que a “doença” seja diagnosticada.

 

a) A idolatria e a depravação dos homens.

v18-19: Nesse ponto Paulo mostra que a “Ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão das pessoas que transformam a verdade de Deus em injustiça”. Os que agem dessa forma, fazem isso através da sua própria natureza de impiedade e perversão. E por causa disso não conseguem ver a prova da existência de Deus que está manifestada na natureza.

 

b) Deus entrega os homens aos seus próprios sentimentos reprováveis

v20-24: “Desde que Deus criou o mundo, as suas qualidades invisíveis, isto é, o seu poder eterno e a sua natureza divina, têm sido vistas claramente. Os seres humanos podem ver tudo isso nas coisas que Deus tem feito e, portanto, eles não têm desculpa nenhuma”. Está tudo visível e claro. Mas, por causa da natureza pecaminosa (impiedade e perversão) do ser humano, este nunca conseguirá ver sozinho esta verdade.

 

v25-27: Como resultado disso, o homem fica entregue aos seus próprios desejos carnais do coração. Manifestando tudo o que o pecado mandar fazer. Como resultado, temos por exemplo: a idolatria, a prática homossexual e os demais pecados. Vejamos o que Paulo diz:

 

“Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que {é} bendito eternamente. Amém! Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. ”(vs. 24-27)

 

Veja que os resultados originam-se dos desejos do coração do homem (opção de vida)!

 

c) Nossa natureza depravada e caída

v28-32: Através na nossa natureza depravada e caída, desprezamos a Deus. E isso nos leva as consequências dos nossos pecados.

 

Precisamos entender aqui o significado da palavra depravado. Biblicamente falando significa que o homem nasce sem a capacidade interior de glorificar a Deus. O que quero dizer com isso? Não há o conhecimento de Deus. Não há o desejo de glorificar a Deus. E nem pode! O pecado o impede de conhecer o Todo-Poderoso. É por causa disso que o conhecimento do evangelho é necessário. É a boa notícia de que Deus existe e que Ele quer nos salvar! 


Em inglês: Study of the Letter to Romans (Cap 1)