Parte 1 – O Homossexualismo e a Bíblia

Por Roberto da Silva Santos

“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é” (Lv18.22); “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles” (Lv 20.13); “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.9-11).

Nos últimos tempos, o homossexualismo tem aumentado muito no mundo e, por consequência, no Brasil. E, como se não bastasse, podemos dizer que o homossexualismo tem penetrado nas igrejas do Senhor Jesus Cristo. Igrejas voltadas para pessoas com esta orientação sexual têm surgido. Os que assim procedem no campo religioso, procuram argumentar com a Bíblia, a razão de sua atitude.

Os textos citados por si só já dizem tudo. Não há como desdizer o que a Bíblia afirma. A legislação Mosaica é definitiva: um homem não pode deitar-se com outro homem como se fosse mulher. O ato é abominável diante de Deus, e a penalidade é a morte (Lv 18.22; 20.13). No texto de Paulo, na Primeira Epístola aos Coríntios, a Palavra de Deus declara que os efeminados e os sodomitas não herdarão o reino de Deus. Há outras passagens. Fiquemos com estas por enquanto.

Mas além destas passagens diretas, podemos inferir outros ensinamentos da Bíblia sobre o assunto. Primeiro Deus criou o ser humano macho e fêmea, e dotou os dois de suas características próprias. Cada um com sua anatomia e seu equipamento orgânico distinto e definido. Quando um homem, pois usa outro homem como se fosse mulher, para fins sexuais, ele está atentando contra a própria natureza do ser humano; o mesmo se aplica à mulher que usa outra mulher para fins sexuais. Em segundo lugar, Deus criou o ser humano macho e fêmea para que pudessem procriar e multiplicar a espécie humana. Daí, como sabemos cientificamente, cada um foi dotado de equipamento e dispositivo próprio para atender a este maravilhoso processo de procriação. Quando um homem usa outro homem como e fosse mulher, ou uma mulher usa outra mulher, a procriação nunca poderá acontecer. Um homem jamais poderá dar à luz e uma mulher, a menos que lance mão de um homem ou de uma fecundação por parte de um homem, mas jamais poderá dar à luz por meio de outra mulher.

Alguns perguntam, tendo como base o direito do ser humano em fazer suas próprias escolhas, se a pessoa não pode escolher sua sexualidade, e a resposta é “não”. A sexualidade humana já vem definida de fábrica. Nascemos homem ou mulher. Aliás, esta é uma das finalidades diabólicas em todas as suas sutilezas. Ele procura incentivar e dignificar o homossexualismo, masculino e feminino, para destruir a família e incutir valores falsos na vida humana.

Uma das passagens mais usadas pelos adeptos do homossexualismo, para defender a sua posição, é a de 1 Samuel 18.1-4 e 2 Samuel 1.26, que trata da amizade entre Davi e Jonatas, filho do Rei Saul. Principalmente em 2 Samuel 1.26, se diz que o amor de Jonatas por Davi era mais maravilhoso do que o amor das mulheres. Com base neste texto, os homossexuais dizem que os dois personagens tinham esta orientação sexual. Teriam de ser bissexuais, uma vez que ambos eram casados. Davi, inclusive, com mais de uma mulher.

Quanto a esta argumentação, temos de dizer o seguinte: Primeiro, a expressão é: “mais maravilhoso do que o amor das mulheres” e não “como o amor das mulheres”. O texto é uma força de expressão, tanto que está em versos de poesia. Se é mais, não é igual. Quer dizer que aquela amizade era muito íntima, sem querer dizer que tinha natureza de sensualidade. E, quanto a esse amor emotivo, temos que entender que os orientais são assim. É comum vermos os russos se beijando quando se encontram. Isso é feito entre os árabes, judeus, russos e outros povos orientais. Não quer dizer que sejam homossexuais.

Ademais, Davi, servo de Deus, homem segundo o coração de Deus, sempre foi repreendido quando errou. Foi assim, por exemplo, no caso de seu adultério com Bate Seba. Até mesmo as guerras que Davi fez, com permissão do Senhor, naturalmente, mas foram notadas por Deus como prejudiciais à sua vida espiritual. Deus não permitiu a Davi construir o templo porque havia derramado muito sangue (1 Crônicas 22.8). Ora, se Davi tivesse tido um relacionamento homossexual com Jonatas, ato condenado pela Legislação Mosaica, a Lei de Deus, com penalidade de morte, como já vimos, sem dúvida alguma, Deus teria, pelo menos, repreendido Davi. E não encontramos na Bíblia nenhum sinal disso (continua).

Adaptado do original do Pr. Damy Ferreira.

Fonte: Igreja Batista Central de Taguatinga

Parte 2 – O Homossexualismo e a Bíblia

Por Roberto da Silva Santos

Segundo o costume, as pessoas se recostavam numa espécie de divã e ficavam com os pés estendidos. Assim, a posição de João era a de estar recostado, com a cabeça pendente bem próximo ao peito de Jesus. Mas o verbo não indica contato físico da cabeça de João sobre o peito de Jesus. Neste sentido, a versão na Linguagem de Hoje, da Sociedade Bíblica do Brasil, está correta, quando traduz: “Bem perto de Jesus estava sentado um deles, a quem Jesus estimava muito”. E é evidente que, no meio daquele grupo que não deixava passar nada sem censura, um problema grave como este seria levantado se a atitude de João fosse de outra natureza. Estando João mais próximo do ouvido de Jesus, Pedro fez-lhe sinal para que lhe indagasse sobre quem o haveria de trair. Será que essa gente metida a conhecer a Bíblia e não sabe, merece alguma atenção?

Devemos lembrar, também, que Deus abomina este tipo de pecado. As cidades de Sodoma e Gomorra foram destruídas por causa do seu pecado. E o pecado que mais apareceu no cenário daquela cidade foi o homossexualismo, a ponto de se tornar, até hoje, o adjetivo denominado “sodomia”. Sabe-se que este pecado era tão dominante que, quando os anjos de Deus vieram à casa de Ló, que Deus queria tirar da cidade antes de destruí-la, os homens de Sodoma queriam invadir a casa para “possuir” sexualmente aqueles visitantes. Não o conseguiram, porque os anjos os feriram de cegueira. E, então a cidade foi varrida do mapa (Gn 19.10,11).

Em sua epístola aos Romanos, Paulo apresenta o triste quadro da cidade de Roma nos seus dias. A certa altura, ele diz: “Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o usos natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro. E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém” (Rm 1.26-28).

Não é sem razão que, como consequência natural desse pecado, a AIDS começou a se propagar no mundo entre os homossexuais, estendendo-se a uma epidemia que alcança hoje seguimentos diversos. Mas não só isso, Paulo trata de uma questão presente, mas ignorada que é o lesbianismo – a mulher que se une à outra como se fosse homem. E a Bíblia é clara ao afirmar que tudo isso é abominação ao Senhor, gostando ou não o ser humano, achando a mídia ser ou não politicamente correto.

Voltando ao início, queremos concluir que alguém que está nessa situação de pecado, pode tornar-se uma nova criatura. É o que o Apóstolo Paulo lembra aos cristãos de Corinto ao afirmar que: “E é que alguns tem sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.11). Em outras palavras, se um homossexual se converte, ele deixa o seu pecado para seguir a Jesus: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”(2Co 5.17).

Mas o que está havendo entre nós hoje é que eles aderem à igreja e continuam no seu pecado, como se isso fosse uma situação normal. A verdade é que a igreja tem feito “vista grossa” para este e outros pecados. Temos percebido adolescentes e jovens e, por que não dizer adultos, com fortes inclinações homossexuais. Homens e mulheres. Hoje, a bissexualidade está sendo enaltecida como “moda” e, em orkuts e outros sítios de relacionamentos, percebemos meninas das nossas igrejas admitindo que são adeptas dessa prática. Os pais precisam ter uma maior atenção para estes problemas que são incômodos e sutis, preocupantes e destruidores, porquanto armadilhas de Satanás. Se desejamos ser bíblicos, precisamos enfrentar a realidade: os que praticam tais coisas não herdarão o reino dos céus, ainda que, como tem acontecido nos dias de hoje, abram-se igrejas para grupos assumidamente homossexuais, como se o problema fosse “estar na igreja” ou se ela tivesse o poder de salvar. A questão é: Há obediência ao que Jesus Cristo ensina? Há mudança de vida, essência do Evangelho de Jesus?

O apóstolo Paulo já advertia em primeira aos Coríntios 5.11, 13b, o seguinte: “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aqueles que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. Tirai, pois dentre vós esse iníquo”.

Temos levado à sério a palavra de Deus ou temos nos deixado levar pelas ondas enganosas e destruidoras de nossos dias?

Adaptado do original do Pr. Damy Ferreira.

Fonte: Igreja Batista Central de Taguatinga

Parte 3 – O Homossexualismo e a Bíblia

Por Roberto da Silva Santos
De um lado temos os que defendem que a sociedade brasileira deve “engolir” e declarar como acertada a opção homossexual, ofertando plenos direitos, ainda que violem o direito alheio, aos que decidem pela homossexualidade, incluindo a mordaça na boca de quem pensa de modo oposto sob a alegação de “discriminação”. O curioso é que os que pensam de modo diferente são criticados, acusados, rotulados e apontados como “homofóbicos”. E a Igreja é incluída nesse imbróglio. O que se defende é que a Igreja, por exemplo, não tenha direito de ensinar o que a Bíblia mostra sobre a questão – fazer isso seria, na visão deles, discriminação. Também, a Igreja seria obrigada a aceitar como membros, sem questionamento, pessoas com esta opção sexual. Além disso, por exemplo, a Igreja seria obrigada a celebrar casamentos “gays”, caso contrário, seria uma discriminação.
 
A dinâmica às avessas que se pretende perpetrar é a imposição de uma postura sabidamente fora do natural, afinal, mesmo com todas as argumentações, a natureza prevê “macho” e “fêmea”, o que foge disso é exceção. Evidentemente que daí partir para a discriminação, atos violentos ou humilhação é um caminho muito longo e fora das cogitações da igreja ou dos que a integram. Por outro lado, aqueles que optam por tal caminho devem entender que a opção homossexual é pessoal, com seus ônus e bônus. Não é possível tentar impor isso à sociedade como um todo e, no nosso caso particular, à Igreja.Bem sabemos que a Igreja rege-se pela Bíblia e ela tem posições claras acerca deste assunto e de muitos outros. O que seria dito se um membro de uma igreja ingressasse num centro espírita a fim de impor, por lei, que lá dentro ele pudesse ensinar de forma diferente o que lá se ensina? Creio que todos achariam um absurdo, uma violência, uma arbitrariedade.
O interessante é que impor à Igreja a manutenção no rol de membros de pessoas assumidamente homossexuais não se constitui, na visão deles uma violência ou arbitrariedade, antes um “direito”, uma conquista. Conforme já disse, todas as opções geram ônus e bônus. Cada grupo possui suas “regras”, “crenças” e “doutrinas” que devem ser respeitadas.Nós Batistas somos historicamente defensores da liberdade de consciência e isto é levado ao extremo mesmo. Ninguém pode ser obrigado a crer ou a esposar posições com as quais não concorda. Por isso, somos contrários a toda forma de dominação da consciência, seja por força, por manipulação ou por indução, seja ainda por coerção legal.
Acreditamos que todo indivíduo tem o poder de decidir a sua vida, embora creiamos firmemente que a Bíblia e seus ensinos constituem a “lâmpada para os nossos pés e a luz para os nossos caminhos” (Salmo 119). Por crermos assim, entendemos que aqueles que não aceitam os ensinos bíblicos não podem ser obrigados a aceitá-los, mas também não podem ter o direito de obrigar-nos a transgredir ou distorcer aquilo que cremos e, muito menos, impedir que ensinemos e defendamos nossas posições com a mesma clareza e com a mesma liberdade que todos possuem. A liberdade de consciência deve ser para todos. Os Homossexuais não são obrigados a deixarem sua opção sexual, embora isso fosse recomendável, de conformidade com a Bíblia.
No entanto, eles não podem ter o direito de nos obrigar a admitir suas opções e sua maneira de viver naquilo que nos é particular: nossos cultos, nosso direito de ensinar nossos membros, nossas celebrações, nossos estatutos e regras de filiação como membros. Sempre serão bem-vindos e recebidos sem discriminação em nossos cultos e no que pudermos estender-lhes em cuidados espirituais, mas assim como não devemos impor nada a eles, nem persegui-los ou discriminá-los, também não podemos aceitar qualquer imposição da parte deles que venha a violentar a Igreja, suas práticas e sua fé.Vivemos tempos de decisões muito importantes e é preciso avaliar os caminhos que o nosso país pode seguir.
Existe uma agenda perigosa sendo discutida às escuras no Executivo e no Legislativo que, sob a alegação de busca de “liberdade” e “igualdade” procuram, na verdade, impor a todos aquilo que bem sabemos não é da aceitação de todos: a liberação do aborto, a legalização de certas drogas, o casamento homossexual, a taxação das igrejas, as restrições às liberdades de imprensa e, no reboque, a liberdade de consciência que deságua na restrição a liberdade religiosa, e por aí vai.Devemos ter muito cuidado com o nosso voto e com o que é votado na Câmara e no Senado. Não é tempo só de orar, mas de “orar e vigiar”, de falar e de reivindicar. Como Batistas, devemos lutar com coragem pelo que é correto, justo e verdadeiro. Vamos refletir sobre isso!