NOSSA HISTÓRIA

Em 04 de Fevereiro de 2006, eu e Pâmela nos casamos em Belém do Pará, 2 meses depois nos formamos em Bacharéis em Ciência da Computação pela UNAMA – Universidade da Amazônia. Depois, em Março de 2006, fui transferido a trabalho para Brasília, onde fomos morar em Taguatinga, uma das cidades satélites do Distrito Federal. Tudo era novo, local de trabalho, vida de casado, igreja, comida, amizades, etc…

Com o passar do tempo, minha esposa começou a entrar em depressão. Inúmeros fatores contribuíram para isso, mas o principal foi: o medo de ir para o inferno. Apesar de seguirmos a Jesus há algum tempo (Pâmela desde pequena frequentava uma igreja evangélica e eu há 3 anos naquela época), não tínhamos segurança da nossa salvação em Jesus Cristo. Pois, fomos discipulados a crermos que um só vacilo do crente seria suficiente para perder a salvação.

Orientação de Deus

Tivemos muitos momentos complicados por causa dessa depressão terrível que nos levou aos pés de Jesus de uma maneira antes não vivida por nós. Uma vez que não entendíamos o que estava acontecendo nem como proceder, naquela época minha esposa ficou meses de cama e sem vontade de viver. Meses se passaram e a situação só piorava e então Deus falou ao meu coração: “Estude a minha Palavra”. Então, busquei intensamente conhecer a Palavra do Senhor. Em 2007, o pastor presidente da igreja local onde congregávamos, ofereceu-me uma bolsa de 100% para eu estudar teologia, e a partir de 2008 comecei a estudar.

Em certo período do curso, fui desafiado por um dos meus professores de teologia a escrever um artigo sobre a Teologia do Pacto e a do Dispensacionalismo. Para isso precisei conhecer e estudar a Teologia Reformada. Foi quando descobri e li sobre o conceito de monergismo e de sinergismo através do site  http://monergismo.com. Em seguida, tive o primeiro contato com a doutrina da justificação defendida por todos os reformadores da Reforma Protestante do século XVI. Em paralelo a isso, Deus me fez conhecer um irmão em Cristo, na época era colega de trabalho – Daniel Torres -, que conversou comigo sobre esses conceitos até então novos para mim.

Certo dia, em uma discussão sobre quem convencia o ser humano do pecado, Daniel me perguntou: “Paulo, quem convence o homem do pecado???”, respondi: “O Espírito Santo, somente!” Em seguida ele fez outra pergunta: “E por que o Espírito Santo não convence a todos? Ele seria incapaz de fazer isso, sendo Deus?” Eu sempre tinha uma resposta, mas naquele dia algo diferente aconteceu.

Simplesmente percebi e aceitei no meu coração que o Espírito Santo só convenceria do pecado aqueles que Ele escolhesse e não porque o ser humano tem autonomia para decidir seu próprio destino. Influenciado por uma cultura evangélica de segurança pelas obras (nem todas igrejas evangélicas ensinam assim) e pela minha natureza pecadora, eu sempre entendia a palavra “convencer” como “obrigar”, mas são palavras diferentes! Muitos ainda usam hoje o seguinte argumento: “Deus não obriga ninguém a se converter” e realmente Ele não obriga! Ele CONVENCE, e sempre consegue fazer isso com quem Ele quer. Diz a Bíblia: “Desde os dias mais antigos eu o sou. Não há quem possa livrar alguém de minha mão. Agindo eu quem pode desfazer?” (Is 43.13). Convencer do pecado é uma obra soberana de Deus e sempre será.

Sem dúvidas, eu já tinha ouvido sobre a doutrina da justificação pela fé, sobre a reforma protestante, etc. Mas nunca tinha estudado/atentado sobre o assunto de maneira tão intensa como estava acontecendo. Em determinado período, Deus abriu meus olhos e consegui entender e crer no conceito bíblico da justificação pela fé. Percebi biblicamente que o salvo JAMAIS perde a salvação. Uma vez em Cristo, temos A VIDA ETERNA em Cristo e não uma vida temporária.

Somos justificados (declarados inocentes da nossa culpa e por isso estamos livres da condenação eterna) de todos os nosso pecados (passado, presente e futuro) pela obra realizada por Jesus Cristo na cruz. Sim, Deus nos amou de tal maneira que enviou seu único filho para morrer em nosso lugar, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Ou seja, somos salvos sem merecimento e continuaremos salvos sem merecermos. Compreendi que fui eleito antes da fundação do mundo para a salvação (Ef 1.4; 1 Pe 1.2) segundo a vontade de Deus somente – nesse momento, realmente entendi o significado de ser salvo imerecidamente, somente pela GRAÇA de Deus!

Humilhação

Tudo isso fez com que eu me sentisse humilhado, fraco e completamente dependente de Deus. Pude perceber mais intensamente o poder da Graça de Deus. Que salvação maravilhosa! Sem JESUS, eu nunca poderia ter sido salvo. Eu nunca teria ido até Ele, se antes eu não tivesse sido escolhido por Deus. Agora fazia mais sentido ainda o que Jesus disse:

“Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6:44)

Então li Romanos 5 a 9 (várias vezes e em momentos diferentes) para mostrar a minha esposa o poder de Deus na salvação. Busquei mostrar-lhe o fato de que se ela cria em Jesus, é porque Ele a tinha escolhido para isso. Ninguém crê em Cristo sozinho. Não posso dizer que creio nEle, se primeiro não eu tiver sido mudado pelo agir do Espírito Santo! Reconhecer que somos pecadores e crer em Jesus, são as primeiras mudanças obrigatórias de uma conversão genuína – o ladrão na cruz seria um bom exemplo disso (Lucas 23.41-43). É maravilhoso saber que o poder Deus atuará em nós até a volta de Cristo!

Uma vez que ela compreendeu e creu nisso, a Palavra de Deus a tirou da depressão, Glória a Deus!!! Lembrando que no caso dela, o principal causa da depressão foi a incerteza da salvação em Cristo. Ela não se achava merecedora do céu e por isso Deus não poderia salvá-la. De fato, ela não é, ninguém é! Sempre seremos merecedores do inferno. Por isso que somos salvos pela graça. Recebemos de Deus o que não merecemos: a salvação em Jesus Cristo.

Nome do Blog

Depois começamos a estudar mais sobre o assunto,  naquele mesmo ano também conheci a Conferência FIEL que, por planejamento divino, estava abordando o tema “Justificação pela Fé somente” (2009) – isso contribuiu para aprofundar nosso entendimento sobre o assunto e para definir o nome do Blog. Em 25/06/2009, nasce então o Blog Justificação pela Fé para divulgar essa maravilhosa verdade tão importante! Jesus disse: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. Como a igreja onde congregávamos não defendia essa verdade, resolvemos sair de lá.

Mudança de Igreja

Infelizmente a doutrina da justificação foi abandonada por algumas e esquecida por outras igrejas ditas evangélicas. Isso contribui para passar o ensinamento errado de que Jesus não tem poder de garantir a salvação do seu povo. Hoje, estamos numa igreja batista que amos muito, uma boa igreja. Como toda igreja batista saudável ela defende e crê na doutrina da justificação pela fé. Não ensina a perda da salvação, mas a segurança em Cristo.

Querido(a), se você se arrependeu dos seus pecados e crê em Jesus como seu único Senhor e Salvador, tenha a certeza de que a obra que Ele começou em você, Ele terminará. Se Cristo mudou sua vida, a santificação deve ser real na sua vida – isso prova que você é uma nova criatura, que você nasceu de novo -, então definitivamente você tem a VIDA ETERNA e nunca a perderá. Afinal, ela é ETERNA e não temporária.

Seja bem-vindo! Sinta-se a vontade em navegar por todas as nossas seções! Nossa oração é que Deus possa usar este site para abençoar e edificar a sua vida.

O SENHOR te abençoe e te guarde (Números 6.24)

Em Cristo,

Paulo Corrêa e Pâmela Corrêa

 
Colaboradores: Elias Sílvio e Fabíola Sílvio; Polyanna Costa Gruber e Douglas Gruber; Sinvaldo Araujo e Rosangela Araujo; Afrânio Neves e Renata Neves; Dorgival Pedro; Pablo Rangel.