Generosidade em 2Co 9.6-14

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Quando o contexto é observado, percebe-se que o apóstolo não estava induzindo o necessitado e/ou o pobre a darem mais do que podem (como a Teologia da Prosperidade ensina), mas estava lembrando aos coríntios relativamente ricos que deveriam rever a quantidade de suas ofertas, talvez estivessem sendo avarentos aos invés de generosos.

Leiamos 2 Coríntios 9:6-14

Alerta aos crentes mais ricos: 
6- E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.

Deus ama quem dá com alegria: 
7-11- Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra; Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres;a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer, e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; Para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus.

Resultado, os crentes necessitados (2Co 9.1) terão suas necessidades supridas e isso resultará em graças a Deus, Deus será glorificado pela ação generosa: 
12-14- Porque a administração deste serviço, não só supre as necessidades dos santos, mas também é abundante em muitas graças, que se dão a Deus. Visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão, que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles, e para com todos; E pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de Deus que em vós há.

Perseguido por causa da justiça

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Pela história, os seguidores de Cristo sempre sofreram algum tipo de perseguição, em menor ou em maior grau. No entanto, atualmente muitos ignoram esse fato. Pregam um cristianismo barato. Defendem que a prosperidade aqui na terra é o mais importante. Alegam ser o pecado algo relativo. Parecem mais com o mundo do que com Cristo… Talvez por causa disso, muitos acreditam que perseguição seria coisa do passado.

 

Pelo contexto de Mateus 5:10, percebe-se que através das bem-aventuranças Jesus passa ânimo e esperança para os seus seguidores, e depois revela quem seriam seus verdadeiros discípulos. Disse Ele… “Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” [1]. Cristo deixou claro que todos que proclamaram as verdades do Reino de Deus foram perseguidos. Com os seus seguidores não seria diferente. Essa verdade também se aplica hoje para todos que fazem parte da Igreja do Senhor Jesus Cristo.

 

Em seguida O Salvador ensina, através de uma comparação, o motivo da perseguição. Disse Jesus: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens” [2]. O sal só é que é por causa do sabor. Da mesma forma, só é seguidor de Cristo quem vive sua Palavra e sofre as consequências disso. O apóstolo Paulo, também, ensinou a Timóteo sobre esse princípio. Disse ele: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” [3]. Entende-se aqui, que viver piedosamente é viver de acordo com as exigências de Deus, ou seja, segundo a sua Santa Palavra [11] .

 

Até o versículo 16 do evangelho de Mateus, O Salvador continua dando outros exemplos nesse sentido: Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” [4].

 

Não existe discípulo, se antes não houver mudança de vida oriunda do novo nascimento. Sem essa transformação, não há testemunho de salvação por isso é impossível ser luz diante dos homens… Não se pode sofrer por Cristo sem prega-lo através de palavras e do testemunho de vida. Mas, para aqueles que pertencem a Igreja do Senhor Jesus, além das lutas, também existem grandes promessas: “Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso” [5]. Como vivia Jó? Dizem as escrituras: “…era homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal” [6].

 

Diante disso, pode-se compreender porque a perseguição é uma marca da Igreja de Cristo. Quando uma pessoa crê em Cristo, está é justificada pela fé nas obras realizadas por Jesus! Ela nasce de novo, não pela vontade do homem e sim pela vontade de Deus. A partir desse momento a justiça de Cristo é transferida definitivamente para ela, e a condenação por todos os pecados (passados, presente e futuros) desta para Cristo.

 

É um tato exclusivamente divino. Deus declara justo o salvo, por causa da justiça do seu Filho que é imputada em todo aquele que crê Nele e se arrepende dos seus pecados. O pecador passa em definitivo de um estado de “condenado” para “justificado ou justo”. Ele é absorvido da condenação eterna de uma vez por todas!! A mesma coisa aconteceu no AT, quando Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça [10]. 

 

Se há justificação, então também existe regeneração e santificação progressiva na vida do salvo, obrigatoriamente ocorrerá mudança de vida! Ele começa agir diferente dos que não conhecem a Jesus – devendo ser íntegro, reto, temente a Deus e desvia-se do mal assim como Jó. Inicia-se a luta contra o pecado diariamente por amor a Deus. Mesmo que a mudança seja gradual e incompleta aqui neste mundo, é impossível não notá-la. Ela incomoda os carnais, pois eles não conhecem a Deus. Não podem aceitar um viver segundo a Palavra de Deus e nem uma fé que faça a diferença em meio a uma sociedade caída…

 

Cristo ao dizer “as raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” [8] alertou que seguir ao Filho de Deus não seria algo fácil e confortável. As raposas e as aves estariam em melhores condições do que Cristo. Quem segue a Jesus também passaria por situações semelhantes. A pregação da justiça do Reino de Deus sempre encontrará fortes resistências.

 

 

Através da Palavra pode-se então ter certeza que perseguição não é coisa do passado. Ainda existe. Em alguns lugares ela é mais intensa e violenta, porém em outros ela pode ser pouco notada e sutil. O fato é que ela sempre existirá, por isso disse Jesus: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa” [7]. Ela é uma marca da verdadeira Igreja do Senhor.

 

Dessa forma, um verdadeiro salvo deve mortificar seus pecados diariamente – subjugando seu corpo, e reduzindo-o à servidão, para que, pregando aos outros, não venha de alguma maneira ficar reprovado [9]. Ao fazer isso, com certeza ele será perseguido. Mas, há esperança. Jesus venceu o mundo e estará com sua Igreja até o fim!!

 

Lembre-se, o reino dos céus está garantido para aqueles que creem, seguem a Jesus Cristo e sofrem por Ele!!! Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”.

 

Glória a Deus!!!!

 

 

Bibliografia de apoio

[1] Mateus 5:12;

[2] Mateus 5:13;

[3] 2 Timóteo 3:12;

[4] Mateus 5:14-16;

[5] Tiago 5:11;

[6] Jó 1:1;

[7] Mateus 5:11;

[8] Lucas 9:58;

[9] 1 Coríntios 9:27;

[10] Romanos 4:3;

[11] DOUGLAS, J.D. O Novo Dicionário da Bíblia. 2006. Ed. Vida Nova.

Fé para Salvação

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Nosso Senhor sempre fez questão de deixar claro que a salvação é mediante a fé somente. Apesar de Jesus não ter “dado nenhuma explicação formal da doutrina da justificação (como fez Paulo em sua epístola aos romanos), a justificação pela fé fundamentava e permeava toda a sua pregação do evangelho”, como vimos nos versículos acima.

Em Lucas 18.9-14, Cristo falou mais sobre o assunto:

“E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado”. (ênfase nossa em itálico e em negrito)

Os fariseus “confiavam em si mesmos, crendo que eram justos”. Eles acreditavam que seus pecados seriam perdoados por causa de suas próprias forças e pelo exercício das tradições judaicas. Talvez por isso Cristo disse essa parábola, para ensinar que a justificação e a salvação dependem da misericórdia de Deus e não do esforço humano. A justificação é operada por Deus no pecador e está condicionada unicamente à vontade do Senhor.

Mesmo assim, pelo fato de algumas correntes teológicas defenderem a perda da salvação, percebemos que muitos acreditam que a salvação é conquistada pelas obras como ir à igreja aos domingos, tomar ceia, batizar-se, ler a Bíblia, cantar no coral, pregar, ou simplesmente por ter levantado a mão para aceitar a Cristo…

Alguns ainda “desconhecem que a fé não é o fundamento da salvação, mas o meio de recebê-la (cf. Rm 3.25,28,30)”. Quando o fiel crê em Jesus, a justiça Dele é imputada no crente. Em troca, todos os seus pecados são lançados sobre o Filho de Deus! Ele morreu na cruz por causa dos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação!!

O “fundamento da justificação é a graça de Deus em Cristo, isto é, a justiça pessoal que Cristo obteve durante sua vinda na terra é imputada ao pecador no momento em que crê”. Significa dizer que o fiel passa a ser declarado por Deus como alguém justificado de todos os seus pecados – passado, presente e futuro. Pois, uma vez que a vitória sobre todo pecado foi consumada na cruz, “temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo”. “Portanto, a justificação no dia do juízo apenas declarará o que já aconteceu nesta vida”. A absolvição da condenação eterna acontece no momento em que cremos, porque alcançamos a salvação mediante a fé em Jesus.

Mas ainda precisamos responder a seguinte pergunta: Como podemos receber tal fé? Segundo as Escrituras não nascemos com ela, é mediante a pregação do Evangelho que podemos recebê-la. O apóstolo Paulo disse: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?… Consequentemente, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo”.

Provavelmente o ladrão já tinha ouvido falar de Cristo – assim como todos os outros que foram em busca de um milagre crendo ser Ele o Senhor – , as palavras de Salvação e Vida chegaram até ele! E além disso, ele também teve o privilégio de conhecer pessoalmente o Cristo, o próprio Verbo Encarnado! A Salvação! A mensagem do evangelho levou o ladrão ao arrependimento e por isso ele recebeu a fé para a salvação! Falou o próprio Cristo: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida”. Quando cremos Nele, passamos da morte para a vida – somos salvos em definitivo. Está consumado!

Na carta enviada aos efésios, Paulo nos diz que somos salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de nós, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Sermos justificados pela fé em Cristo nos garante a segurança da salvação. Pois, a fé que recebemos nos leva a Cristo, e a salvação que alcançamos está fundamentada unicamente em Jesus. Todos que se arrependerem dos seus pecados e receberem a Cristo como Senhor e Salvador, receberão a salvação mediante a fé que também será dada por Deus.

Veja que o tamanho da fé do ladrão não fez diferença. Como está escrito: “Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria”. A fé que recebemos pela misericórdia de Deus, nos move do estado de “pecadores condenados” para “pecadores justificados”. Toda culpa por uma “montanha de pecados” é lança sobre Cristo, e a justiça de Dele, de uma vez por toda, é imputada no fiel!!

Assim como Jesus garantiu ao ladrão sua justificação e salvação, assim Ele fará com todo aquele que vier até ele, como está escrito: “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia“. 

Cristo afirma que ressuscitará o salvo no último dia. Não é uma possibilidade, é CERTEZA de que o salvo jamais perderá sua salvação e continuará em Cristo até o fim! Busquemos conhecer mais as promessas de Deus, para que possamos desfrutar da segurança desta maravilhosa salvação!! Quando nos arrependemos dos nossos pecados e recebemos a Cristo como Filho de Deus, Salvador e Senhor é porque também recebemos a Fé para Salvação!!

 

Glória a Deus!


Bibliografia de apoio


Bíblia Sagrada – ACF. Marcos 5.34; Marcos 10.52; Lucas 17:19; Romanos 10:14,17; Lucas 23:40-41; Efésios 2:8-9; João 6:37-40; 1João 2:1; João 5:24; Lucas 17:6; Romanos 4:25

JÚNIOR, John Macarthur. Justificação pela fé somente. Editora Cultura Cristã, 1995.

FERREIRA, Franklin. Teologia Cristã, uma introdução à sistematização das doutrinas. Editora Vida Nova, 2011.